25 de junho de 2009

Yes, Yes, Yesssssssssssss

Gente, eu preciso compartilhar.
Recentemente, enquanto viajava de avião, assisti um filme naquela telinha micro que tem no banco do passageiro da frente. Eis que estava sem áudio e com legenda em inglês. Mas como tinha um fator interessante, que conto logo mais, euzinha aqui resolvi assistir tudinho e gargalhar em alto e bom som (mesmo sem o som). Ah, tem um fator importante, não tenho mega master fluência em inglês, logo concluí que a comédia era realmente engraçada e o fator decisivo para que eu a assistisse era o personagem principal: Jim Carrey.

Tenho que assumir que sou fã dele e sei que é um clichê assistir comédias americanas do Jim Carrey, que faz caras e bocas all the time, mas pra mim ele já provou que é bom ator (daqueles que cantam, dançam sapateiam e ainda fazem suspense e drama). O filme em questão é Sim Senhor (Yes Man / EUA-Austrália/ 2008/ Peyton Reed) e ontem eu o aluguei para assisti-lo “de verdade”.

Jim Carrey faz o papel de Carl Allen, um cara meio desiludido e chato, divorciado de um matrimônio que durou 6 meses, tem um emprego em um banco naquele estilo corporativo ao extremo, vive locando filmes e ignorando chamadas dos amigos no celular, só pra não ter que falar com ninguém.

Eis que um amigo o convida para um tipo de culto de auto-ajuda, que tem como filosofia dizer SIM para tudo que aconteça ou te ofereçam. Carl participa desse evento e passa a dizer SIM a tudo, sem exceção. Pausa para observação: a cena em que ele está nesse encontro do SIM, é muito boa, o ator consegue transmitir muito bem aquela sensação que temos quando vamos a um lugar e não sabemos muito bem o que estamos fazendo ali, uma mistura de vergonha com quero ir embora agora.

Ao adotar a filosofia, a vida de Carl começa a mudar completamente e ele faz coisas que antes do SIM seriam impensáveis, como dar carona a um mendigo, aula de violão, de coreano, é promovido no trabalho, salta de bungee jump, organiza um chá de cozinha, conhece uma bela garota por quem se apaixona, a Allison (Zooey Deschanel), e por aí vai. Pausa para observação dois: O que é aquele chefe dele? O cara é o mais nerd de todos, chega a ser dolorido de tão cômico. Eu tive vergonha alheia em toda cena que o cara aparecia.

Com o passar do tempo, Carl percebe que dizer sim a tudo é um pouco cansativo e pode até ser prejudicial para sua vida e precisa sofrer um pouco para descobrir que o equilíbrio é o que faz a diferença.

Tem um outro momento que é ridículo, quando o casal - ah tinha esquecido de comentar, ele e a Allison fazem par romântico - os dois entram no aeroporto e compram passagem para o primeiro voo que está saindo, no caso era para o estado americano de Nebraska. O lugar parece uma cidade do interior e eles conseguem se divertir com tudo, como um passeio ao museu do telefone, uma visita em uma avícola, e até participam da torcida de um time vestidos e pintados de forma engraçada demais (repare na foto deste post). Quando disse que a cena é ridícula, não é pelo lado negativo, pelo contrário, mostra muito bem que quando queremos podemos transformar as coisas banais em legais e engraçadas. É aquela coisa de saber rir de si mesmo.

O interessante é perceber como uma simples mudança de atitude pode fazer com que as coisas melhorem na vida de uma pessoa. É óbvio que ninguém vai sair por aí dizendo YES para tudo e todos, ainda temos um pouco de noção, mas acredito que o simples fato de olhar a vida de uma forma um pouco mais positiva pode ajudar e abrir muitas portas. Ainda quero fazer um teste, calma pessoal, não vou dizer SIM a tudo - mesmo porque, morando em São Paulo, eu teria que andar com no mínimo R$100 na carteira para distribuir aos inúmeros pedintes da cidade diariamente -, mas sei lá, vou pelo menos anotar quantos “sim e não” eu digo em um dia e tentar fazer um balanço. Será que se a maioria das respostas fossem positivas de fato coisas boas aconteceriam? Ou o que importa mesmo é a maneira como encaramos a vida?
Ainda não sei, algum leitor se habilita a fazer o teste?

A propósito, o filme tem um fato curioso, é baseado em um livro de Danny Wallace, um jornalista e produtor britânico que respondeu sim a toda e qualquer questão ou proposta que lhe foi feita durante seis meses, essa experiência virou livro. Peço que se algum frequentador desse espaço já tenha lido a história, compartilhe as impressões conosco.

É isso aí pessoal, vamos ser mais YES!
Bjos,
Bruna

Nossa, tinha até me esquecido como era demorado escrever um post, *rs.

2 comentários:

"La Firma" disse...

YEEEESSSSSS!!!!!!!

Nossa se adotar essa tática aqui nesse país e com a nossa realidade vixe...

Flavia disse...

Assisti por causa da indicação do blog e achei o filme muito legal.
Além do fato de ser uma comédia com Jim Carrey - que, na minha opinião, não tem pra ninguém - fala muito bem de uma realidade que a gente nem se dá conta direito. O "não" a gente sempre tem, conquistar e aceitar as consequências de um "sim" é uma aventura a que poucos se dão o direito.