7 de janeiro de 2010

Sobre meninos e lobos

Estava no domingão em casa quando minha mãe disse que queria ver um filme. Mas ela queria algo que prendesse sua atenção, que a fizesse ficar vidrada na telinha, bolando mil teorias e tudo mais. Fui dar uma olhada no que tinha disponível em minha querida coleção e lancei mão de uma obra de Clint Eastwood, “Sobre meninos e lobos” (Mystic River, EUA 2003). Já tinha visto há longa data esse filme mas mamãe ainda não , portanto, resolvi acompanhá-la.

Tenho que dizer que esse filme deveria estar aqui no Cineopses há eras, mas ... acontece né. A trama conta a história de três amigos de infância Jimmy (Sean Penn), Sean (Kevin Bacon) e Dave (Tim Robbins), têm suas vidas alteradas devido a um fato ocorrido na infância. 25 anos depois eles se reencontram para desvendar o mistério que envolve a morte da filha mais velha de Jimmy. Sean é agora um detetive encarregado das investigações. Jimmy se transformou no “dono do bairro” e Dave é um cara pacato que todos julgam como “lélé”.

Essa tragédia da infância é o que dita todas as ações na vida dos três, o filme envolve a gente no mistério e permite milhares de interpretações até seu desfecho. O longa é baseado no romance de Dennis Lehane e tem a sempre competente direção de Clint Eastwood , que assina também a produção e a trilha sonora. O cara é sensacional.

A minha mãe nem respirava se a gente não lembrasse. Devo dizer que o filme prende, não é cansativo nem cheio de teorias mirabolantes para justificar o que vai acontecendo durante os 137 minutos de duração. Há personagens coadjuvantes que são fundamentais para o filme. A participação de Marcia Gay Harden como esposa de Tim Robbins é louvável. Ela traz um misto de loucura, desconfiança e tristeza à sua Celeste que não dá pra imaginar o filme sem ela. Laura Linney e Laurence Fishburne mandam muitíssimo bem também!

Super indicado se você quer se prender à uma história e bolar desfechos. Além de trazer todo mistério e clima de investigação, o filme aborda delicadamente relações como amizade e família. A mesmo tempo que a amizade pode ser um laço inquebrável entre as pessoas, pode ser também algo frágil , condenada por uma ação impensada. A mensagem é: Como uma decisão pode mudar pra sempre a sua vida.

Enfim, confiram e voltem para contar. Ah, não posso deixar de registrar minha “admiração” por Sean Penn. Tudo que o cara faz é bem feito (só os casamentos dele que não né, mas isso são outros 500). Papéis cada vez mais diversificados com interpretações ótimas. Palmas pra ele!

Ah, a dona Rosa adorou a indicação! Ponto pra mim!

beijos

Um comentário:

Bruna Bernordi disse...

Esse filme realmente é muito bom!
Vale muito a indicação.

Bjo