18 de julho de 2009

Histórias que geram histórias

Eu sempre gostei muito de histórias, sempre mesmo. Gosto de ouvir histórias, ler histórias, ver histórias, enfim, só não me arrisco a escrevê-las (não ainda). Se me perguntarem qual meu tipo de história predileto eu acho que não saberia responder. Eu sou de lua na verdade, tenho fases de comédias, de suspense, de dramas, romances (principalmente aqueles que, depois de terminado,você tem vontade de cortar os pulsos com uma faquinha de rocambole rs). Mas voltando, antes de eu descobrir a essencial diferença entre roteiro original e adaptado, eu viajava imaginando como alguém criava aquelas histórias que tanto me emocionavam. Adaptar também é uma arte, não me entendam mal hein.

Enfim,ao longo dos anos você separa seus escritores/roteiristas prediletos, compra livros ou filmes sem nem saber a história, já confiando que seu querido escritor/roteirista fez um ótimo trabalho.Eu também tenho a minha lista de prediletos, mas hoje, cito apenas uma pessoa, que na minha opinião, escreveu as melhores histórias, os melhores diálogos, criou os melhores personagens do mundo: Jane Austen. Tá bem, tá bem, eu já disse isso aqui, que sou fã declarada dela, mas o que posso fazer?? A gente não controla isso né.

Eu me apaixonei pela Jane aos 15 anos, quando li pela primeira (das 200) vezes o romance Orgulho e Preconceito. Quem se interessar em saber o quanto gosto desse livro, veja no arquivo Dezembro de 2007. Depois daí eu iniciei uma busca frenética por tudo o que fosse escrito por ela, descobrindo inclusive, que foram 6 livros apenas. Li todos, comprei todos e o que mais gosto é esse mesmo.

Eu sempre achei que ela tivesse vivido um grande amor e sido feliz pra sempre. Afinal ela fala e descreve esse sentimento como poucos. Dias atrás me interessei por um filme de nome "Amor e Inocência" (Becoming Jane, 2007). Confesso que a tradução é bem pobre, se fizermos ao pé da letra faz até mais sentido, seria algo como "tornando-se Jane". Seguindo. O filme relata como a escritora inglesa criou seu romance de maior sucesso, qual foi sua inspiração.

Jane Austen (Anne Hathaway) se parece muito com a personagem Elizabeth Bennet, altiva, se recusavaa seguir as regras, espírito independente e tudo o que já sabemos. Queria mesmo escrever e viver disso, coisa inaceitável em sua época. Um belo dia, se apaixona pelo advogado Tom Lefroy (James McAvoy) , sagaz, irônico, interessante e ... nunca ficou com ela.

Coitadinhos eles se amavam, tinham tudo para dar certo mas as benditas conveniências sociais acabam com tudo. O filme é a biografia dela, e depois a gente entende porque ela sempre foi tão crítica em relação à sociedade e porque suas histórias são tão recheadas de detalhes. Ai gente eu adoro, desculpem não tem como não me derreter.

Conhecemos quem foi esse homem que mexeu tanto com ela, e segundo o filme, deixou-a solteira pelo resto a vida. Após se tornar uma escritora conhecida e admirada, seu coração ainda pertencia ao advogado. O que mais me dói é saber que ela teve sim um grande amor, e viveu com ele, só pra si mesma. E mais triste ainda é saber que foi real, ninguém inventou , alguém viveu isso.

A história deles gerou outras grandes histórias. Se lermos seus livros, veremos que há uma pouco de Lizzie e Mr. Darcy em todos seus protagonistas.
É um filme que conta a história de quem, com maestria e sentimento, criou histórias.

Adivinhem?? Eu indico é claro! Indico não, super indico! Indico mais ainda pra quem gosta de Jane Austen, pra esses sim, o filme tem mais sentido e não é apenas mais uma história de heroínas românticas.

Vejam e me contem depois.Como disse, a-do-ro histórias!

beijos

Um comentário:

Bruna Bernordi disse...

Como sempre arrasando nos textos!