24 de novembro de 2007

Acontece com todo mundo


E olha só o texto que uma conversa no messenger rendeu.

Há muito não falava com a minha amiga carinhosamente apelidada de Creck ( não vou entrar em detalhes) mas o assunto é, na última vez que nos falamos a vida dela estava lindamente estabilizada, bom emprego, bom namorado, relacionamento estável de 4 anos, perfeito entendimento essas coisas.Imaginem o meu choque quando hoje ela me diz que levou um pé do "homi" e dias depois foi demitida!!

Me diz se isso não é coisa de filme??? E por falar nisso, a pérola de hoje é dos idos de 1934 e chama-se Aconteceu naquela noite (It Happened One Night, EUA, 1934).

No filme Ellie Andrews (Claudette Colbert), uma jovem rica e mimada foge de casa para se casar com cara para o desgosto do pai, só que nessa fuga tudo de pior lhe acontece ( lhe roubam a mala com dinheiro e ela ainda tem que depender de um cara que aparentemente odeia) o cara em questão é um jornalista desempregado e malandro, Peter (Clark Gable), sensacional inclusive.

Não que a história da minha amiga tenha muito em comum com a da Ellie, mas as coincidências começam no processo que elas enfrentam depois das decepções.

No filme, a Ellie descobre um mundo novo ao lado do jornalista,a beleza na simplicidade e como não poderia deixar de ser, se apaixonha pelo "chavo". Mas o bacana é toda a transformação que ela passa, assim como a minha amiga.

Quando o mundo da Creck desmoronou, uma nova fase se iniciava, e eu exultei de alegria quando ela me disse que nem houve tempo pra deprê, que os amigos ( graaandes e salvadores amigos) a fizeram ver que agora seria bola pra frente né, afinal a fila anda .

No fim,pra cada situação horrorosa sempre tem algum momento lindo pra compensar. Vejam a Creck por exemplo, é uma nova mulher! Claro que há a saudade, mas o rio tem que continuar correndo né.

E a verdade é: amigos são essenciais pra nossa sobrevivência, o que seria da Creck por exemplo nesse momento dose , sem os amigos pra gritar pr ela que a vida é bela??

Seja você uma Ellie da vida ou uma simples Creck encare as decepções como motivos de risadas com os amigos mais tarde.

um abraço,





2 comentários:

Evelyn disse...

Não precisava me fazer chorar, né?

Mari disse...

Esse filme é super fofo e cada vez mais me surpreendo com a "modernidade" dessas mocinhas dos anos 40! Elas eram tão mais libertárias! Deve ser isso: hoje só a idéia de podermos fazer qualquer coisa nos deixa mais preguiçosa. Quem foge de casa pra amar, ser estrela, virar dançarina? Queremos mais é uma vida de trabalho estável, um namorado "legalzinho" e aquela vidinha de carrossel. Mas a montanha russa tem lá sua emoção!