11 de novembro de 2009

This is it

Eu assumo que só consegui ver esse filme nesta semana, vergonhoso mas é verdade fiéis leitores. Mas como dizem: antes tarde do que nunca rs.
Fui arrebatada pelo filme "This is it" (This is it, EUA 2009). O diretor Kenny Ortega sabiamente avisa antes de tudo que essa produção é especialmente para os fãs do astro pop. Sem pretenções de ser um super filme, um presente para aqueles que tiveram suas vidas embaladas por canções de Michael Jackson, que já tentaram imitar a coreografia de Thriller, ou os gritinhos marcantes do cantor.

Enfim, é um documentário que mostra os ensaios que seria uma série de 50 shows que o cantor faria, seus últimos shows segundo o próprio. Durante os 111min. de exibição a gente se delicia com as canções, todas mostradas na ordem que ele costumava usar em seus shows, algumas com roupagens novas e sai com a certeza de que o mundo da música perdeu um gênio.

Eu confesso que, por vezes duvidei que ele levasse esses 50 concertos adiante, afinal estava habituada a ver um Michael frágil, sem dançar há muito tempo e bem distante daquele dos áureos anos 80. Me surpreendi quando vi que o vigor era o mesmo, as performances tão empolgantes quanto antes, a voz tão marcante e os passos solos... meu Deus sem comentários.

Fora que a genialidade dele era vista nos detalhes, desde os fogos que fariam os espetáculo no palco, os clipes que seriam transmitidos até as notas diferentes de suas canções, afinal, Michael conhecia como ninguém sua obra.Digo sem medo que é um presentão para os fãs, que vale ver e rever, depois comprar e guardar pra ver outras vezes. Como diriam os maestros , Michael tinha ouvido absoluto (em meio ao som de todos os instrumentos, ele ouvia uma notinha fora do tom e madava parar tudo). Humilde, escolheu cada dançarino, montou as coreografias, mudou as músicas, pensou no cenário, na recepção, no que agradaria mais seu público, enfim... fazendo jus ao título de King of Pop.

A parte ruim é que a gente sai da sala meio abalado, afinal não ouviremos ao vivo o baixo empolgante de Billie Jean, a sinfonia de Earth Song, as vozes que arrepiam em Man in the Mirror ou a guitarra alucinante de Black and White. Já saímos com a certeza de isso já é parte do legado deixado pelo rei, que se foi precocemente deixando uma geração inteira saudosa. Eu , por enquanto, continuarei tentando aprender a coreografia de Thriller.

He was that and much more.

beijos


Um comentário:

Bruna Bernordi disse...

Sócia gostei do novo formato do texto. Parabéns!
Michael sempre será rei foreverrrrrr