4 de outubro de 2010

Amor à distância

Tá, tá! todo mundo sabe que eu sou mesmo fã declarada de comédia romântica. Não tenho culpa simplesmente não consigo me conter. Mas mesmo eu assumo que a fórmula para que esses filmes agradem é a mesma: casalzinho ternura que se repele no início + amigos bacanas + uma trilha da hora e pronto! Já ganhou! Já ganhou! Ando meio atrasada com os posts, devo estar com bloqueio criativo rs

Ok, voltando. Dia desses fui ver Amor à distância (Going the distance,2010). Numa América que exalta os vencedores, os personagens do filme são “derrotados”. Erin (Drew Barrymore) já passou da idade de estar na universidade, mas ainda busca um estágio no The New York Sentinel enquanto Garrett (Justin Long) é caça-talento de uma gravadora. Trabalho legal, se ele não tivesse de gastar tanto tempo com bandas do tipo “os próximos Jonas Brothers". Um belo dia por capricho do destino os dois se encontram mas.... enfim depois de um momento mágico ela tem que voltar pra sua cidade natal pois o estágio no jornal venceu.

O mote do filme é o relacionamento à distância. Todos aqueles meios que você conhece (sms,msn, email, telefone) de tudo isso o casal usa e abusa pra manter contato. O bacana é que, diferente de outros filmes onde os personagens são ricos, lindos,bem-sucedidos e só lhes falta o amor, neste filme os protagonistas estão longe de serem tudo isso e ,ainda por cima lhes falta o amor.O longa fala de duas pessoas para as quais ainda falta muito. Ou seja, elas refletem os seres mortais que esbarramos pela vida, não os inalcançáveis de um certo tipo de cinema.

Os dois amigos de Garrett são memoráveis. Box (Jason Sudeikis) só se interessa pelas coroas, ao passo que seu melhor amigo Dan (Charlie Day, melhor atuação do filme) é o rude/escatológico que tenta todas as garotas, mas fica a ver navios. O filme faz diversas referências aos anos 80 (Top Gun, Bonnie Tyler, fliperamas) que pra que já está quase na casa dos 3.0 (não é meu caso viu rs) deixa uma pontinha de saudades também. Christina Applegate é a irmã protetora e hilária de Drew.

O legal é que até o fim do filme você não sabe ao certo o destino dos personagens, nada é estável e não fica aquela sensação de roteiro reciclado sabe, que a gente conhece até as falas. Falando nisso, o longa brinca até com esses roteiros super fofos e manjados desse tipo de filme. Amor à distância é meio "sujo" para a categoria.

É uma boa surpresa. Justin e Drew funcionam super bem na tela, afinal são casal também na vida real (rimou!!).


Divirtam-se!

beijos


Um comentário:

Amauri Terto disse...

Picada pelo mosquito da comédia romântica então... rs. Não vi o filme, mas me empolguei com o trailer dias desses no cinema e a sua resenha acrescentou pontos, mas vou esperar o dvd. Ah! Já que esse gênero é o seu ponto fraco, veja MOSCOU, BÉLGICA, que está em meia dúzia de cinemas, acredito que, por pouquíssimo tempo. =)
Muito bom!!!

Até mais!
Ah! A cara do teu blog é ótima também. =D