7 de março de 2010

vale um debate

Inspirada por um amigo,fiquei pensando em um aspecto "cinemístico" dia desses. Confesso que ainda não cheguei à uma conclusão mas achei bacana deixar o espaço aberto para um debate sobre o tema (garanto que rende meu povo!). Falemos das cinebiografias musicais, aqueles filmes fantásticos que retratam a vida de nossos cantores/bandas/músicos prediletos. Em geral essas produções além de uma trilha sonora deliciosa, trazem grandes atuações também.

A pergunta é a seguinte: É possível diferenciar talento de imitação? Ou para imitar é preciso ter talento? Vou além, similaridade física suplanta o talento?

A pergunta foi feita pelo Gui Sierra, amigo de longas listas musicais, ao discutirmos a injustiça da escolha do Oscar (na verdade isso é assunto pra outro post já que a academia deixou de ser selo de qualidade há eras..) enfim, em nossa humilde opinião o Carequinha deveria ter ido para as mãos de Joaquim Phoenix, que saiu da festança apenas com a indicação.

Vamos aos fatos: Joaquim não lembra em nada a aparência de Johnny. Se levarmos em conta a atuação não dava pra ser melhor. O jeitão meio dark, aquele vozeirão estremecedor e toda a melancolia transmitida na música lembrava, e muito, o cantor original. Ao lado do ator apenas o talento. Pra quem é fã de Johnny , era fechar os olhos e viajar, pois nem com reza brava iríamos lembrar de Johnny ao olharmos para Joaquim.

Jamie arrasou também, é claro, todos os mperitos para ele, mas nesse caso será que a semelhança física não influi em nosso julgamento? Explico, a caracterização de Jamie Fox foi PERFEITA! Ele ficou a cara de Ray Charles! O ator é cantor também, e a leveza e todos os trejeitos ao tocar piano foram fielmente reproduzidos por ele.Repito, atuação louvável.

Sei também que não dá para comparar pois ambos disputaram a estatueta em edições diferentes (Jamie em 2005 e Joaquim em 2006). O segundo perdeu para
Philip Seymour Hoffman, de "Capote". Essa é apenas mais uma injustiça da maior festa do cinema nacional. Hoje de noite tem mais, com certeza. Mas essa é a minha percepção (e do Gui né, que iniciou a discussão). Talvez a predileção por Johnny Cash nos faça ver injustiças onde não há. Pode ser. Ou não (já diria Caetano).

Amo Cash mas não posso negar a contribuição de Ray para a música. O cara era genial, por isso repito que o texto em nada desmerece o artista. Está na minha lista de top 10 com certeza (tanto o filme quanto o músico) .

Mas fica a pergunta: O que você acha?

beijos


2 comentários:

Bruna Bernordi disse...

Esse tema vale um extenso debate.
Na minha modesta opinião, o filme Control, que tem Sam Riley, como Ian Curtis - Joy Division -, sem dúvida nenhuma tem a melhor interpretação.
Sem falar na fotografia.
Vamos aguardar as opiniões.

Robson Bertolino disse...

Acredito que em alguns papeis os atores se empenham tanto para se assemelhar ao personagem que acabam marcando seus rostos como 'aquele' personagem. O ator Michael Sheen que interpretou o primeiro-ministro inglês no filme A Rainha, é um desses exemplos pra mim.