2 de julho de 2008

Nariz de porco

Estava mesmo doida atrás desse título, consegui, assisti ( de novo!!) e agora escrevo!

Um cidadão da nobreza se apaixona pela empregada, ela engravida e por pressões familiares ele acaba se casando com uma nobre também. A empregada grávida se mata e a mãe dela joga uma maldição: As meninas que nascerem nessa família seriam "agraciadas" com um nariz de porco.

A maldição é secular ...e anos depois nasce Penelope, a primeira menina da família.

Aí começa a nossa história. Penelope ( Christina Ricci ) nasce com o dito nariz de porco, passa a vida escondida em casa por ser diferente e sua mãe arma um verdadeiro esquema pra arrumar um marido pra moça, por acreditar que sendo aceita por outra pessoa a maldição seria quebrada. Numa dessas "audições" ela conhece Max ( James McAvoy) e é óbvio que eles se apaixonam mas o foco mesmo não é esse.

Hoje ser alto ou baixo pode ser o "nariz de porco de alguém", ser gordo ou magro demais, ter cabelo liso ou cacheado, gostar do brega ao invés do clássico a verdade é que todos temos um nariz de porco.

Acreditar que alguém quebrará a "maldição" nos aceitando pode ser um erro. Será mesmo que a maldição pode ser quebrada quando nós mesmo não nos aceitamos? Será que alguém tem mesmo esse poder? Aliás, será que existe mesmo essa maldição? A diferença sobressai é verdade, e deixa de ser atrativo não entendo o por quê.

Nesse tempo todo, enquanto a Penelope vai tentando entender esse mundão véio de Deus, o tal do Max também tenta achar seu lugar no mundo, aparentemente ele é um cara normal ( lindo por sinal, sem comentários) mas também tem seu nariz de porco ainda que não seja aparente.Daí ele percebe que a maldição não é só o tal nariz... as vezes está escondida a ponto de sugar nosso brilho e energia.

Anyway, no filme a maldição ,claro, é quebrada mas não da maneira como todos acreditávamos que seria. É óbvio que o amor triunfa ( clichê total) mas é bom de ver. Dá até um pouco de esperança sabe ao mesmo tempo que confronta com a idéia de que esse amor é só criado pra fazer a gente comprar filme ( vide quem vos escreve !) e afins.

Eu particularmente acho que tem que ter muita coragem pra acreditar nisso e ainda mais , sonhar que isso um dia será possível com você! Tem que ser muito macho rs rs rs

Acho até que vale a pena perguntar:

Será mesmo que ainda vale a pena acreditar nesse tal amor que "quebra" maldições?

Não seria mais fácil aprendermos a conviver com elas?


Ou ainda: Essa busca vale mesmo a pena?


Me digam vocês...

http://www.penelopethemovie.com/

23 de junho de 2008

Ah, as amizades...


Empolgada pelo belo texto da minha sócia, vamos falar de amor né... mas outro tipo de amor, aquele entre amigos.

A gente já sabe como são essas histórias né, paixões mal ou bem resolvidas, paqueras, sonhos , planos ainda que os desfeitos ou interrompidos, tudo isso arrasa a gente mas ao mesmo tempo passa com o tempo, só uma coisa persiste não importa o que aconteça: a verdadeira amizade.


Olha o quadro: Você conhece alguém interessante, situações vão e vêm e no fim o tal fulano nem era tudo aquilo que você imaginou, ele passa e pra quem você corre??? Pros amigos é claro!


No filme Sex and the City (Sex and the City: The Movie, EUA, 2008), Carrie a personagem vivida por Sarah Jessica Parker vive as voltas com um amor digamos , complicadinho, quando finalmente ela parece ter uma solução, algo terrível acontece ( se quiserem saber, corram para o cinema mais próximo).É familiar a situação, claro ela fica arrasada, coração partido, a vida parece que vai acabar ( garanto até que rola uma vontade de cortar os pulsos com faquinha de rocambole) e tragédia só não se completa porque lás estão os anjos que cuidam da gente, os amigos fiéis e ultra importantes.


E é bacana analisar, são pessoas que as vezes nem dividem interesses em comum com você, mas se encaixam perfeitamente na sua vida. Os traumas só são possíveis de superar com eles ao nosso lado, agüentando o péssimo humor, a descrença, a ironia, o desânimo , o chororô ( tudo isso de nossa parte é claro) e muito mais. Sem contar que depois, eles são os primeiros a rir de você, sempre!


E tem amigo que nem precisa estar ao lado pra dar força, isso é sensacional. Não dá pra negar o poder que um amigo tem de mudar as situações na vida da gente.


A Carrie que o diga.... sem as fiéis escudeiras Samantha ( Kim Cattrall). Miranda ( Cynthia Nixon) e Charlote ( Kristin Davis) talvez nem houvesse redenção.


Pode até ser exagero da minha parte ou talvez eu romantizo demais o "ser amigo" mas a verdade é que sem eles... não sei não hein, a coisa ficaria tensa!


Fiquei sem ver uma amiga por quase um ano, nos vimos no sábado a aquela maravilhosa impressão de que o tempo não passou foi incrível! Eu falei mais que "a muié do leite" e rimos de coisas fúteis, dividimos momentos lindos... foi sensacional!


Hoje na hora do almoço me peguei comentando algo com uma amiga que nem eu havia percebido ainda... um sentimento nasceu e talvez eu só tenha me dado conta ao contar pra ela, nem preciso dizer que o encorajamento foi instantâneo né!


Enfim, o mundo é colorido quando se tem amigos!


Beijos

20 de junho de 2008

A História de Amor


Se eu pudesse escolher um filme com uma história de amor que eu pudesse viver, sem dúvida nenhuma escolheria “Diário de uma Paixão”. Já o assisti mais de quatro vezes, em todas senti a mesma sensação, chorei nos mesmos trechos e falas e no fim acredito que sou uma idiota por acreditar que um amor tão lindo como o vivenciado pelos protagonistas pode existir.

Como já indiquei essa maravilha para muitas pessoas, tenho a obrigação de compartilhar com vocês, leitores do blog.

O filme é baseado no romance best-seller The Notebook de Nicholas Sparks e se passa na década de 40, quando a adolescente Allie Nelson (Rachel McAdams) vai passar o verão com a família na cidade litorânea Seabrook, na Carolina do Norte. Allie conhece o jovem operário Noah Calhou (Ryan Gosling) e, apesar das diferenças sociais (Allie é rica), eles se apaixonam perdidamente e vivem uma linda história, cheia de paixão.


O amor que eles sentem, é gostoso de ver, é intenso e cheio de vida. Nessa parte do filme o espectador tem certeza que precisa se apaixonar, ter frio na barriga, rir de qualquer coisa e mais que isso, dá vontade de voltar a ser adolescente.


Bom, mas como nem tudo são flores. Allie precisa voltar para sua cidade para estudar e Noah serve o exército e é convocado para a 2ª Guerra Mundial. Os dois se separam e ficam anos sem se reencontrar. Allie está noiva de um rapaz da alta sociedade e Noah vive pacatamente em sua cidade natal. Na véspera do casamento da moça, ela lê uma notícia no jornal e decide ir para Carolina do Norte atrás de um sentimento que volta a aquecer seu coração.


Essa é umas das partes mais emocionante do filme. O reencontro deles é uma explosão de todos os sentimentos que o ser humano pode ter, pois mistura raiva, decepção, paixão, vergonha, ilusão, felicidade e uma vontade enorme de ser feliz e reviver os velhos tempos.


Paralelo a isso, em um asilo, um homem (James Garner) lê um diário para uma mulher (Gena Rowlands). Embora a memória dela esteja prejudicada, ela se envolve pela emocionante história de Allie e Noah e todos os dias o mesmo homem vai visitá-la e continua contando a história.

Daqui pra frente não posso escrever mais, pois a emoção de relembrar as cenas já me deixa com lágrimas nos olhos. Assistam essa linda história de amor e se apaixonem, pois se existe um sentimento que deixa o ser humano feliz, esse sentimento é a paixão.

O filme é dirigido por Nick Cassavetes. Site Oficial: http://www.thenotebookmovie.com/

24 de abril de 2008

O beijo não foi roubado


"Coração diz pra mim, por que é que eu fico sempre desse jeito...!?!? Tá, a música não é das melhores mas esse verso se encaixa bem nos devaneios de hoje.Verdade seja dita, se o coração fosse uma pessoa, com certeza eu seria uma das que iria quebrá-lo no tapa! Fala a verdade, eita coisa pra colocar a gente em rolo!

No sábado passado eu vi " Um beijo roubado" ( My Blueberry Nights, França/ China/ Hong Kong, 2007) e estava até comentando com minha sócia de blog que esse filme provavelmente renderia muitas reflexões aqui, mas vou me aventurar em duas... escolhas e solidão.
Quando eu falei que a música do José Augusto caberia bem, é por várias razões, uma delas é porque pra mim ela seria trilha perfeita para a personagem de Norah Jones no filme, a Elizabeth. Olha a história, uma bela noite ela leva um pé e ao que parece é a última a saber disso, fica sabendo porque liga no bar onde sempre jantava com seu namorado descobre que ele está lá, jantando com a namorada dele!!! É mole!?!?

Depois desse sutil " se manda " ela resolve pegar a estrada para esquecer o cidadão. Durante essa viagem, ela conhece figuras bem incomuns, cada uma com uma história pra contar, e várias envolvendo nosso amigo do primeiro parágrafo, esse mesmo, o coração.

Gente, já vou avisando que o post de hoje com certeza será mais longo que os anteriores mas se vocês assistirem o filme me darão razão.
Voltando, antes de sair de New York, a Lizzie vai até o tal bar e acaba conhecendo o Jeremy ( Jude Law, sem comentários) um inglês que tinha diversos sonhos, um deles ser maratonista, mas se apaixonou e acabou dono de um bar na Big Apple. Uma das coisas mais legais desse longa, é a relação entre o Jeremy e a Lizzie, alguma coisa muda com a cena das chaves... pois é, em cima do balcão do bar há um pote repleto de chaves, inclusive a Lizzie deixou as do apartamento dela lá e pediu ao Jeremy para entregar ao fulano que a largou. Nesse pote estão as chaves de várias pessoas que passaram pela mesma situação, inclusive as do Jeremy mesmo que foi descartado por uma mocinha russa... enfim, ali estavam diversas portas que foram dolorosamente fechadas.

Os dois acabam se tornando confidentes, ela passa a freqüentar o bar todas as noites, e os dois conversam e conversam e uma coisa linda acontece. Essa ligação inexplicável, na verdade a impressão que tenho é que a Lizzie passa a ser um elo com o lado de fora do bar que o Jeremy tem, já que a vida dele é o bar apenas, com ela lá tudo fica digamos... novo!

Eis que chega o momento da partida, a Lizzie vai embora deixando pra trás as chaves e o Jeremy... na verdade ele já tinha se tocado que alguma coisa nela mexia com ele, mas ela acho que não, e assim coloca o pé na estrada e se manda , em busca de explicações.
Não vou entrar em detalhes quanto às histórias dos personagens, prometi me ater á dois pontos apenas, quem sabe num outro post né.

Enquanto ela viaja, manda cartões pra ele, que nunca são respondidos, não por falta de vontade dele, é que as respostas não a alcançavam em tempo, ela estava em constante mudanças, mochileira mesmo.É impresionante como a distância as vezes aproxima as pessoas. Há magia em descobrir alguém sem necessariamente conviver com ela, é um misto de sensações a cada descoberta, com o novo vem a ansiedade em comprovar o que se descobre e ao mesmo tempo saber mais.
O Jeremy vai acumulando tudo o que ele sabe da Elizabeth ao mesmo tempo em que a vontade de vê-la, de ouvir sua voz é arrasadora, num momento "X" bate o desespero, gente essa parte é de matar, tamanha a vontade dele em falar com ela... no meio disso tudo mudanças acontecem com ele, todas as chaves são devolvidas aos seus donos, chega de guardar lembranças né, a russa volta pra falar com ele depois de ter simplesmente desaparecido, e ele também fecha essa porta definitivamente e joga a chave fora! Ótimo! Recomeço mesmo!

Sei lá, as vezes a gente se habitua tanto com solidão, que quando aparece uma mínima e incerta chance de luz ao nosso mundo, nos agarramos desesperadamente à ela, foi o que aconteceu ao Jeremy! Ele lá sozinho no seu balcão com sua torta de blueberry esperando pela Lizzie.É o que acontece a todo instante com a gente, ao nosso redor... enfim.

Muitas vezes as nossas escolhas nos trazem as tais decepções, vide Elizabeth e seu sutil pé na bunda, garanto que ela não imaginou esse lado do escolhido ao optar por ele.A situação nos leva ao desespero, que leva à solidão e daí por diante. Felizmente no caso dela havia o Jude Law pra salvar a pátria né.

Por fim ela volta com uma super bagagem , inclusive sabendo que o coração dela não era o único a estar em pedaços, que isso não era implicância do destino e decide fechar a porta e abrir uma nova, ao lado do Jeremy.

Daí eu fiquei pensando em fazer um molho , fechar todas as portas mal resolvidas que deixei pra trás e jogar as chaves fora! Que tal?? Quem vem comigo?

Vejam esse filme, aguardem mais posts sobre ele e sejam felizes! Não é o que todos nós queremos!?

beijos
Crédito para a foto: http://www.cineclick.com.br/ e pro José Augusto né, afinal é ele quem canta " Agüenta coração"...

14 de abril de 2008

Muito mais que o Brilho Eterno


É minha primeira vez num blog, e após o convite de uma pessoa tão especial como a Leila, eu nem sei por onde começar.


Hoje, após divagar sobre como o tempo passa rápido (assunto redundante) e em como estou sendo figurante da minha própria vida, lembrei de um filme que usa um artifício de mudança e esquecimento que gera uma dúvida: você apagaria da sua memória as lembranças que não quer mais carregar no coração? O filme é o “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004), dirigido por Michel Gondry e com as excelentes atuações de Jim Carrey, que conseguiu fugir do clichê comédia, e Kate Winslet, muito além de Titanic.


Carrey, é Joel Barish, um homem de mais de trinta anos, tímido e com uma vida pacata, que conhece a irreverente e exótica Clementine Kruczynski (Winslet). O casal se apaixona rapidamente e logo Clementine se muda para o apartamento de Joel. Entre altos e baixos de um casal, uma discussão põe fim ao relacionamento. Joel, ainda apaixonado, procura Clementine, mas descobre que ela o apagou da memória. Revoltado com a situação, ele resolve fazer o mesmo e procura o Doutor Howard Mierzwiak.


A grande dúvida começa nesse ponto, apagar alguém que você ama da sua memória é a solução para parar de sofrer? Não sei se teria coragem pra tanto, mas talvez, num momento de desespero, impulsividade ou tristeza profunda, eu não pensaria duas vezes e faria como Joel. Seria como arrancar parte do meu coração, e com ele tirar tanto as boas como as más lembranças. Como diz o Los Hermanos “achar que sofrer é amar demais”.


Mas voltando ao filme, Joel tem a mesma percepção que eu (pretensão da minha parte), e durante a operação descobre que não quer apagar completamente a amada da memória, e deseja manter os momentos felizes que passaram juntos. A partir disso, ele enfrenta uma luta interna para manter suas memórias vivas, e eis a dúvida, ele consegue ou não? É possível apagar completamente as boas memórias vividas com alguém que você gosta muito?


Outros atores de peso estão no elenco, como Mark Ruffalo, Elijah Wood, Kirsten Dunst e Tom Wilkinson. A trilha sonora tem Beck, interpretando “Everybody's Got To Learn Sometime” (algo como "alguma hora todo mundo tem que aprender"), que na minha modesta opinião, quebra o gelo de qualquer coração duro e ainda transforma o sorriso em lágrima.


Bom, não vou contar o final do filme, mas aconselho que assintam e reflitam! Confira o vídeo e entenda mais o que estou falando http://www.youtube.com/watch?v=WIVh8Mu1a4Q