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7 de maio de 2011

A garota da capa vermelha

Se você é fã da saga Crepúsculo, sonha com o vampiro bonzinho e o lobo sarado e acha tudo isso o máximo, corre pra sala mais próxima e veja "A garota da capa vermelha" (Red Riding Hood, 2011). Se você não for muito fã não creio que vá gostar do longa.

Dirigido por Catherine Hardwicke (a mesma do primeiro filme da saga dos vampiros brilhantes) o filme conta a história de um vilarejo que há anos é assombrado por um lobo. Rola um trato, os moradores oferecem um sacrifício ao lobo e ele não mata ninguém, até o dia em que o cachorrinho decide quebrar o acordo.

No meio disso, Valerie (Amanda Seyfried) é apaixonada por Peter, um lenhador gato e pobretão (Shiloh Fernandez) mas foi prometida em casamento ao ferreiro gato e rico Henry (Max Irons). Na confusão toda de lobo e tudo mais, descobre-se que a moça tem uma ligação estranha com o animal, consegue falar com ele.

Acusações de bruxaria, Gary Oldman como padre linha dura (infelizmente não colou, e olha que eu AMO o Gary) e várias cenas feitas sobre a paisagem gelada e montanhosa do vilarejo (qualquer semelhança com as cenas de Crepúsculo é mera coincidência) o filme foi cuidadosamente pensado pra quem se amarrou na saga vampiresca.

Dividida entre o sexy lenhador e o bonzinho ferreiro, Valerie (nossa Chapeuzinho Vermelho) se vê num dilema monstruoso pois, além de tudo o lobo tem alguma coisa a ver com ela. Ah, no filme o papel do pai da protagonista é de Billy Burke , coincidentemente o pai de Bella Swan em Crepúsculo.Num dado momento, os até então inimigos, Henry e Peter se unem em favor da mulher amada que corre perigo (hum... será que eu já vi esse filme??)

A tentativa de modernizar do clássico conto dos Irmãos Grimm falhou. O roteiro é fraquinho, as tomadas são as mesmas de Crepúsculo e nem o elenco que tem gente boa hein, Gary e Amanda, convenceu. Leonardo di Caprio é um dos produtores do longa.

Enfim, como eu disse, quem gostou de Crepúsculo vai gostar de A Garota da Capa Vermelha. Já vi uns livros rodando por aí com a atriz na capa.... vejo partes 2 e 3 a caminho.Mas já aviso, nesse não tem nenhum abdomen mega sarado pra gente babar ok.

beijos


28 de fevereiro de 2011

ChatOscar 2011

Boooooring! Fui dormir com muita raiva por ter perdido algumas preciosas horas de sono vendo a 83ª premiação da Academia. Acho que não dava para ficar mais chato, só mesmo se o filme A Rede Social levasse todos os prêmios! (daí eu ficaria p*$%¨## da vida). Não entendo o que acontece com essa turma viu. Qual o medo dos organizadores em ousar um tiquinho!?

Bem, isso é o que eu achei:


* O Colin Firth super mereceu prêmio de melhor ator afinal, o carequinha já vem flertando com ele tem um tempinho. Ele novamente provou ter muita competência.


* A Natalie Portman sem comentários. Gostei também, já estava na hora da moça ser agraciada.

* Direção para o Tom Hooper??? PELOAMORDEDEUS!!! Cadê o reconhecimento da genialidade do Chris Nolan!? Até o David Fincher merecia mais que o Tom Hooper. Enfim...


* Christian Bale está ótimo em O Lutador, mereceu a estatueta (apesar de eu não gostar muito dele né) e a Melissa Leo está numa fase ótima, boa escolha também. Se bem que o Rush .....

* Roteiro original.... acho que foi o erro que mais me irritou na noite. O nome já diz, o-ri-gi-nal. Entre os concorrentes nada transmitia mais originalidade que Inception. Nada era mais bem amarrado, mais inteligente e mais genial que esse roteiro. Vai ver "original"mudou de sentido e eu não estou sabendo né.

E essas são só algumas das minhas revoltas com a premiação viu. Essa edição foi um festival de injustiças. Acho que deve haver alguma cartilha com o abc do Oscar. Pode ver, tem alguns filmes que tem a cara da estatueta. O Discurso do Rei é sim um bom filme, mas nada mais que isso. Segue o script, é equilibrado, não traz nada de inovador.

Já saquei que os organizadores são completamente contra o pop! Tem que ser aquilo ali sempre. Tá ficando chato gente! A cerimônia do Globo de Ouro foi infinitamente mais atrativa que a do Oscar. A começar pelo anfitrião.


Tá bom, eu aplaudi a iniciativa de um casal jovem, bonito e teoricamente simpático (não vejo nada de simpático no James Franco) para renovar a grande noite. Infelizmente a tentativa falhou. Eles estavam mais perdidos que cegos em tiroteio, as piadas não colaram e aquele arzinho de "putz tudo que eu falo é muito engraçado" do Franco não convenceu. Volta Billy Crystal!!!


O forte da noite foi mesmo a presença de Kirk Douglas. Esse sim, no auge dos seus 94 anos mandou bem nos comentários, emocionou a platéia e fez bonito lá em cima. Quem sabe no ano que vem né Kirk!?


Me desculpe quem concordou com todos os prêmios tá, sem ressentimentos. Na noite de ontem uma coisa me deixou esperançosa: Quem sabe a Gwyneth Paltrow não desiste mesmo de atuar e se enverede pelos bosques das escalas musicais né? Ela mandou até bem cantando ontem, melhor que atuando diga-se de passagem. Quem sabe, quem sabe...

beijos

20 de novembro de 2010

Atividade paranormal 2

Tem horas que eu me revolto com a síndrome da parte dois. Tem filmes que simplesmente não devem ter parte 2. não tem de onde tirar, não tem razão pra furar a história buscando ganchos pra sequência, não tem!! Não tem!!!!
Maldito capitalismo no mundo cinematográfico viu.

Enfim, semana passada tinha tudo pra dar certo. Cinema com amigos na expectativa de um filme de terror com sustos garantidos. Turma boa, cinema bom, só o filme não era. Atividade Paranormal 2 (Paranormal Activity 2, EUA 2010) já carrega no nome vários motivos pra gente ver, afinal o primeiro filme, de 2007, é incrível. Simples, mas assustador. Cumpre bem seu papel. Já o dois....

É como se fosse o início de tudo, tipo "onde tudo começou". Micah (Micah Sloat) e Katie (Katie Featherston) tentam ajudar a irmã dela que teve a casa assaltada. Nesse meio tempo descobrem que a casa ,na verdade, está assombrada por entidades malígnas. Câmera na mão e vamos descobrir a razão da bagunça. O filme se passa antes da morte de Micah (que foi no primeiro filme, se você não viu, me desculpe) e conta como a situação chegou ao ponte que chegou.

O problema é que o primeiro filme foi completo. Não havia nada deixado pra ser explicado numa sequência. O segundo busca ganchos estranhos pra justificar as ações. Na boa, não vi sentido algum para um segundo filme. Tem coisas mostradas lá que não me remeteram ao primeiro filme, fica a sensação de que criaram mistérios pra fazer o segundo filme ter sentido. E esses mistérios criados são estranhamente ligados ao primeiro longa, chega uma hora que tudo vira um bolo só e nada faz mais sentido.

Ou seja, toda a ótima sacada do primeiro perde a graça e é anulada pelo segundo longa. Se você não viu não perca tempo, é frustrante. Uma das graças do primeiro filme era se deixar levar pelo ambiente (câmera caseira, ambiente familiar) e levar vários sustos, viver a história do casal de verdade. No segundo os tempos já estão manjados, a lance da câmera que corre com o relógio já está óbvio e as várias tomadas seguidas onde nada acontece cansa o espectador.

É claro, você é pego de surpresa vez ou outra (afinal é um filme de terror) mas Atividade Paranormal 2, fica devendo aos fãs do primeiro filme. A apreensão é por conta da criança, que estrela o segundo longa. E só.

Enfim, se a intenção é se apavorar escolha outro título ou vá até a locadora mais próxima e pegue o longa de 2007. Na boa, se eu fosse o Oren Peli (diretor do primeiro filme) colocaria o nome de Tod Williams (do segundo) na boca do sapo.

beijos


19 de novembro de 2009

Anticristo.... evite quem puder

Uma amiga me ajudou a perceber que não há críticas negativas neste honorável blog. E não é que ela tem razão! Engraçado que isso passou e nem eu ou minha sócia percebemos isso. Não que tudo o que vemos nos agrada, longe disso, há muito o que escrever sobre filmes ruins (em nossa modesta opinião of course). A Bruninha já começou com o filme sobre a Chanel, agora é minha vez!
Já sei que muita gente vai discordar mas esse é um espaço democrático e ponto final. Fiquei super ansiosa para ver o último trabalho do diretor Lars Von Trier, o polêmico Anticristo (antichrist , 2009). A curiosidade era ainda maior pois o filme gerou muito falatório, barulho e assim por diante.

Por fim, cheguei ao cinema e quase não podia conter a animação de finalmente entender o que causava tanto blá bláblá quando , ao sair da sala, e dei conta de que não havia gostado nem um pouco da produção.

Os defensores de Lars podem até dizer que ele é polêmico, que suas obras fogem do senso comum e etc. Concordo. Fui ciente de quem é Lars, sua filmografia, seu estilo, tudo isso pesa na hora do julgamento, mas não teve jeito. É um filme que não recomendo a ninguém, agressivo, sem muito sentido, pertubador, enfim, uma obra que podemos muito bem viver sem.

O mote é um casal que se isola quando seu filho morre. No meio disso tudo, eles vão pra uma cabana no meio do nada. As atuações do casal Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg são louváveis, perfeitas, mas isso não faz do filme algo bacana.

Eu juro que terminei de ver e fiquei com a sensação de não saber de onde veio ou pra onde vai a produção. Não me disse nada. Li algumas críticas depois pra tentar achar algum sentido mas sem acordo, nadica de nada.

Enfim, pra mim é um filme que não vale o ingresso. Me perdoem os que gostaram. Terapia já para o senhor Lars. Eu que já era meio relutante quanto às obras desse cidadão, agora penso 3 vezes antes de conferir qualquer coisa dele. Isso é uma prova de que nem sempre o nome forte do diretor salva sua produção. Nome nem sempre é indicativo de qualidade.

beijos

7 de novembro de 2009

Coco merecia mais


Faz tempo que não apareço por aqui.

Mas vamos lá, hoje serei breve e a minha proposta é postar textos menores e mais objetivos, assim não fico completamente ausente.

Fui assistir cheia de empolgação e expectativa o filme Coco antes de Chanel (Anne Fontaine/2009/França) e o que eu esperava era um grande filme sobre uma grande história. O que eu encontrei foi uma grande história para um filme.

Gabrielle Chanel é referência quando se fala em moda, inclusive para os leigos. Quem não conhece a história dela já ouviu falar com certeza do império Chanel e dos altos custos dos produtos da marca. Pois bem, pra mim, essa mulher que não nasceu em berço de ouro, é muito mais que isso: ela permitiu estilos jamais pensados na época (estamos falando de 1920), trouxe mais liberdade na vestimenta feminina e criou modelitos que até hoje estão em alta. Ou seja, ela não copiava, e sim criava, com todo o bom gosto que tinha.

Mas o filme é bastante limitado e mostra apenas uma coitada que por falta de dinheiro improvisava modelitos e teve a sorte de encontrar um homem rico que a ajudou com sua primeira loja. Alguns trechos até são interessantes, exemplo em uma viagem que ela faz para praia e vê pescadores com blusas listradas, ela traz esse estilo para o dia a dia e talvez tenha sido pioneira no que chamamos hoje de modelo marinheiro.

É isso pessoal, essa foi minha impressão. Aguardo comentários.

Bjos
Em tempo, como sempre a Audrey Tautou mostra a que veio e na minha modesta opinião ela é uma das melhores atrizes no momento.