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13 de abril de 2010

Smack!

Treze de abril, dia do beijo. Hum...bom motivo para uma listinha não acha!?

O cinema está repleto de beijos inesquecíveis, que tiram o fôlego, que pegam de surpresa, que são roubados, delicados, tem beijo bonitinho, tem beijo que dá vontade de beijar, enfim, beijo pra tudo quanto é gosto!

É claro que não dá pra deixar a lista muito extensa né, então aí vai minha seleção de beijos, sem ordem porque seria injustiça.E já aviso que muito ficarão de fora hein.

Clark Gable e Vivien Leigh em E o vento levou... - 1931




Audrey Hepburn e George Peppard em Bonequinha de Luxo - 1961




Tobey Maguire e Kirsten Dust em Homem-Aranha - 2002



Nicole Kidman e Ewan McGregor em Moulin Rouge - 2001



Burt Lancaster e Deborah Kerr em A um passo da eternidade - 1941




Harrison Ford e Karen Allen em Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida - 1981



A Dama e o Vagabundo - 1955






Ryan Gosling e Rachel McAdams em Diário de uma Paixão - 2004





Com dor no coração eu encerro, mas garanto que tem beijo pra muita lista ainda...

E a sua lista, qual é?

beijos

23 de abril de 2009

Fossa Music

Estava aqui pensando com meus botões na maravilha que é fazer um filme. Nos elementos que fazem esse "contar histórias" tão fantástico, coisas que tornam "una película" realmente fascinante. Não sei vocês, mas eu ainda me choco quando comento com alguém sobre uma determinada trilha sonora, por exemplo, e a pessoa me diz que nem prestou atenção. Sei lá, eu sou das que sabe até quem escreveu, justamente por pensar que atores e atrizes são
importantes e saber que quem está por trás das câmeras - pessoas envolvidas em diversas etapas da produção -, são tão importantes quanto os belos rostinhos que aparecerão nas telonas.

Na minha modesta opinião, acho um encanto o trabalho dos roteiristas, responsáveis por frases inesquecíveis, que são ditas por nossos astros prediletos. Mas a inspiração deste post veio de um e-mail que recebi de um amigo hoje. O tal e-mail era sobre uma lista que uma revista americana divulgou, com as 50 músicas mais fossas da história. Tudo bem que ficaram de fora milhares de canções né, mas isso me fez lembrar de músicas marcantes de filmes. Já parou pra imaginar aquela cena de amor sem uma canção? Ou a parte mais triste de um filme sem a trilha de fundo? Pois é minha gente, a trilha sonora literalmente dá o tom (trocadilho infame) às produções.

Vamos ver ou ouvir (se tiverem oportunidade) algumas músicas "corta pulsos" como eu gosto de chamar. Aquelas doídas, calda de açúcar mesmo que embalam nossos filmes românticos... ai, ai, ai.

Corta-pulsos ...

... Tally Atwater e Warren Justice (Michelle Pfeiffer e Robert Redford) em Íntimo & Pessoal (Up Close and Personal, EUA, 1996) naquele fim de semana sen-sa-cio-nal com direito a banho de sol na canoa e tudo mais sem a inesquecível Because you loved, interpretada por Celine Dion. Consegue imaginar? Impossível galera.

Buááááááááá...

... momento vaso de cêramica em Ghost (Ghost , EUA, 1990), Sam (Patrick Swayze) e Molly (Demi Moore) no maior love sem aquele sonzinho " Oh, my loooove... my darling...I´m longing for your touch!". O filme não seria o mesmo! E me diz aí quem é o ser vivente que não se lembra desse filme ao ouvir Unchained Melody, do Righteous Brothers ???

Quero um desses pra mim...

... she maybe the face I can´t forget, a trace of pleasure or regret. May be my treasure or the price I have to pay... a música toda é um poema, imaginem acompanhando o desenrolar do romance entre Anna Scott (Julia Roberts) e William Thacker (Hugh Grant), em Um lugar chamado Notting Hill (Notting Hill, Inglaterra, 1999), no charmoso bairro londrino que dá nome ao filme. Elvis Costello arrasa nessa canção!

Câmera lenta, coração disparado...

... e a Whitney gritando: And I, will always love you...

Não exististiria O Guarda Costas (The Bodyguard, EUA, 1992) sem essa música. A pop star Rachel Marron (Whitney Houston) pintando e bordando com o metido a durão Frank Farmer (Kevin Costner) até, of course, cair de amores pelo moço. Tudo isso embalado por diversas canções da própria Whitney, incluindo o hino I will always love you. Quem aí nunca arriscou ela num karaokê???

Ai o Tom...

... em seus tempos áureos como Pete Mitchell, dando umas beijocas na instrutora mais velha, Charlotte (Kelly McGillis), e a gente sofrendo do outro lado da tela ouvindo take my breath away, interpretada por Berlin, e rezando pra alguém vir e "teika nosso breath away mesmo". Essa dispensa maiores comentários.

Claro que se eu for listar todas as minhas trilhas de fossa, nem em três vidas eu conseguiria. Mas a gente faz assim, mandem sugestões que faremos um apanhado de outras músicas. Já pensei até no título: Fossa Music - o Retorno.

beijos



2 de abril de 2009

Dos Quadrinhos para o Cinema

E com vocês,mais uma participação especial, desta vez de um amigo muito querido que é alucinado por quadrinhos!

Nos últimos oito anos, filmes com personagens de histórias em quadrinhos têm pipocado nas salas de cinema (não resisti ao trocadilho) e revelaram ser uma mina de ouro para os estúdios. E eu, Nerd convicto que sou, tive a honra de ser convidado por essas duas flores de laranjeira para falar um pouco da ligação entre a sétima e a nona arte. Para isso fiz uma pequena lista com as cinco adaptações que realmente se tornaram bons filmes.


5- O Corvo - (The Crow, 1994): O Corvo conta a história do roqueiro Eric Draven, vivido pelo ótimo Brandon Lee, assassinado junto com sua namorada Shelly, que volta dos mortos após um corvo pousar em sua sepultura na noite do Halloween e passar a acompanhá-lo desde então para vingar a morte de sua amada (e a sua própria também, lógico) pela gangue de Top Dollar, um figurão do crime de Los Angeles que também é envolvido com magia negra.

O Gibi

Pouca gente sabe, mas o personagem foi criado por James O’Barr em 1978 (e publicado pela primeira vez só dez anos mais tarde) como forma de amenizar a dor da perda de sua namorada, atropelada por um motorista que dirigia embriagado.
Nessa época, com o surgimento de bandas como Joy Division e Bauhauss, o mundo conheceu o Rock Gótico, que definiu o ambiente das histórias do Corvo. Aliás, o visual do personagem foi inspirado no guitarrista do Bauhauss, Daniel Ash. Infelizmente, a tragédia é tão inerente ao personagem que não se limitou ao criador e ao personagem. Foi durante as filmagens de O Corvo que Brandon Lee foi baleado por acidente e morreu. Em circunstâncias que ainda não foram totalmente explicadas.

4- Homem – Aranha - (Spider – Man, 2001): Esse acho que todo mundo conhece. Depois de ser picado por uma aranha geneticamente alterada o jovem Peter Parker recebe os poderes do aracnídeo (incluindo a capacidade de produzir teias nos pulsos) e, depois da morte de seu tio Bem, começa a dividir sua vida entre os estudos e as aventuras na pele do Espetacular Homem – Aranha e pra ganhar uma grana ele ainda vende as fotos de seus feitos heróicos para o jornal Clarim Diário.
Claro que como todo herói que se preze precisa de um vilão, aqui bem representado por Willem Dafoe, que além de ter a cara mais assustadora de Hollywood deu vida a Norman Osborn, um homem de negócios que é capaz de abrir de qualquer coisa para satisfazer suas ambições, incluindo ignorar o filho Harry (James Franco), melhor amigo de Peter Parker e tornar-se o Duende Verde, maior inimigo do Homem – Aranha; e de um interesse romântico, no caso Mary Jane (Kirsten Dunst).

O Gibi

O filme do Aranha é um bom exemplo de que o filme não precisa ser totalmente fiel à HQ para ser bom. Mas peraí...Se todos os personagens importantes como o editor do Clarim Diário J.Jonah Jameson a Tia May e etc. estão ali e, principalmente, são incrivelmente parecidos com os do gibi como não é fiel? Simples. Além de incluírem algumas alterações como a teia orgânica (no gibi ele usa lançadores mecânicos no pulso) que deram convulsões nos fãs xiitas, toda a cronologia do personagem foi ignorada pelo diretor (Sam Raimi). Por exemplo, a cena final na ponte Queensboro foi inspirada em uma das histórias mais famosas do Aranha, onde no lugar de Mary Jane está Gwen Stacy, primeira namorada de Peter Parker que ao contrário da ruiva morre ao ser atirada da ponte pelo Duende. Este por sua vez encontra seu fim da mesma forma da HQ, morto pelo próprio planador. Ou seja, contou a história do Homem – Aranha como ele gostaria que ela fosse e com os personagens que ele achou importantes de fato. E ficou muito bom!

3- X-Men 2 - (X2, 2003): Graças ao diretor Bryan Singer acredito que hoje não exista uma única pessoa no mundo que não saiba quem é Wolverine (Hugh Jackman que o diga!). Mas vamos a uma apresentação básica: os X-Men são um grupo de jovens reunidos pelo professor Charles Xavier (Patrick Stewart no papel que ele nasceu para fazer) em sua escola que representam o próximo passo da evolução humana e aprendem a usar seus fantásticos e variados poderes em prol das duas raças, o que inclui confrontos periódicos com o terrorista Magneto (Sir Ian Mackellen) que luta pela supremacia da raça mutante. Não que eu não goste do primeiro, pelo contrário eu adoro, mas no mais ele fica nisso mesmo, apresentando os personagens.
Nesse segundo o bicho pega e os alunos de Xavier são obrigados a lutar com uma divisão do exército americano que controla mutantes e ainda por cima tem uma ligação mais do que íntima com o membro mais carismático da equipe, Wolverine.

O Gibi

Aqui o que aconteceu foi o contrário. A idéia de colocar Ciclope, Jean e cia (e não apenas Wolverine) contra os soldados da Arma X foi tão boa que foi adaptada para os quadrinhos. Com alguns personagens a mais, obviamente como o Fera e o Fanático. Mas o ataque à mansão foi bem parecido com que vimos na tela, mas sem a participação de Logan. Por coincidência – ou não – esse arco de histórias foi publicado no Brasil na época do lançamento do primeiro filme.

2 – Superman – O Filme - (Superman, 1978): Mais um que dispensa apresentações. Jonathan e Martha Kent, um humilde casal de fazendeiros encontra uma pequena nave no meio do milharal. Lá dentro uma menino que aparenta ter uns quatro anos de idade...Mas que levanta a caminhonete de Jonathan como se fosse papel! Os dois decidem adotar o garoto e lhe dão o nome de Clark. Ele cresce..Descobre ser o último sobrevivente do planeta Krypton, que possui poderes que nenhum outro humano poderia sonhar e simplesmente se torna o maior herói que o mundo já viu! Tudo isso com as interpretações épicas dos saudosos Cristopher Reeve e Marlon Brando (Superman / Clark Kent e Jor-el, respectivamente). Como existe a regra de que deve haver um vilão, nós temos um também. E não se trata de um vilão qualquer, mas sim de um dos maiores vilões das histórias em quadrinhos: o maquiavélico Lex Luthor (vivido por Gene Hackman).

O Gibi

Quase nada foi mudado. A explosão do planeta Krypton, a Fortaleza da Solidão...Nada foi esquecido! Levou 40 anos para o Superman chegar à telona, mas eles conseguiram se manter fiéis a toda mitologia do personagem. Palmas para o diretor Richard Donner! Mas acredito que 90% dessa fidelidade se deva ao fato de gente competente como Mario Puzo (um dos homens por trás de O Poderoso Chefão) comandar os roteiros com palpites de Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do personagem. A única diferença entre esse filme e os quadrinhos é que nos gibis Clark não perde o pai. Jonathan e Martha Kent são vivos até hoje, ainda moram em Smallville, que como o próprio nome já diz é uma pequena cidade no Kansas e recebem constantemente a visita do filho entre uma vez ou outra que ele salva o mundo ou mesmo o Universo.

1 – Batman - O Cavaleiro das Trevas - (The Dark Knight, 2008): A segunda aventura do Morcegão depois do reinicio da franquia (com o excelente Batman Begins de 2005) trouxe um herói mais confiante, mas não por isso menos sombrio, que se vê face a face com seu pior inimigo: um psicopata frio, inteligente e perigosamente louco conhecido apenas como Coringa (o Oscar de Heath Ledger como Melhor Ator Coadjuvante fala por si só) em sua cruzada para limpar as ruas da corrupta Gotham City. Dessa vez Batman (Christian Bale o melhor Bruce Wayne de todos os tempos) e o Tenente James Gordon (o ótimo Gary Oldman) contam com a ajuda do nobre Promotor Público Harvey Dent (Aaron Eckhart). Mas até que ponto eles poderão segurar a insanidade do Coringa?

O Gibi

Se a inspiração para Batman Begins foi claramente a HQ Batman Ano Um escrita e desenhada por Frank Miller, aqui nós temos uma mistura de O Homem Que Ri do Ed Brubaker e A Piada Mortal de Alan Moore que individualmente já são sensacionais. Os dois primeiros filmes de Tim Burton são bons, mas se teve um diretor que finalmente entendeu o Batman é Christopher Nolan. E nessa seqüência, além de nos fazer mergulhar um pouco mais na mente do garoto que se transformou no seu maior medo para apavorar os criminosos, Nolan lembrou que o nome Batman também remete a nós, os fãs de HQ’s, ao maior detetive do mundo. Soma-se esse detalhe a um roteiro impecável e ótimas interpretações e nós temos o número um da nossa lista.

Claro, estão faltando alguns outros filmes baseados em quadrinhos que são realmente muito bons, mas estes cinco são os divisores de águas. Tudo que veio depois repete, pelo menos em parte, as tendências lançadas por eles.

Em breve eu volto com as cinco piores adaptações de quadrinhos para o cinema.

Até lá!

Observação da Leila:

Esse post foi escrito por Carlos Eduardo Bazela Não havia ninguém melhor para falar sobre HQs que ele, o cara respira isso! O blog dele está entre os nosso prediletos, " blog do gibi" procure lá! O Carlinhos é gente boníssima e assustadoramente inteligente. E sim, ele é nerd! Quem gostou bata palmas !!
carlos_bazela@hotmail.com

13 de março de 2009

Tá com medo? Parte final

E para terminar a sexta 13 ....

3 - Os Outros - (The Others / Los Otros, Espanha / EUA / França, 2001) Um dos meus subgêneros preferidos dentro do horror é o que trata de fantasmas e casas mal-assombradas. De exemplares dos anos 50, de figuras importantes como o diretor Willian Castle e o espetacular Vincent Price, a maravilhas dos anos 80 como O Iluminado ou Poltergeist. Mas nenhum deles se compara a Os Outros. E pensar que se não fosse Tom Cruise o filme não existiria. Isso porque Tom “queria porque queria” re-filmar Abra Los Ojos (que se transformaria em Vanilla Sky), que era do espanhol Alejandro Amenabar. Então, o diretor lhe disse: “Ok, Tom. Te passo os direitos, mas a Cruise/Wagner (produtora de Cruise) produz um filme novo meu chamado Os Outros”. Tom Cruise respondeu: “Fechado, mas você coloca minha mulher no filme?”. “Claaaaro”. E deu no que deu. Inclusive, Nicole Kidman concorreu ao Globo de Ouro contra ela mesma por Os Outros e As Horas.


Opinião:


É coisa de gosto. Para mim, Os Outros é melhor do que qualquer outro filme de casa mal-assombrada, pois tem todos os ingredientes que o faz (quase) alcançar a perfeição: uma casa estranha, personagens misteriosos, um segredo guardado no porão, uma presença fantasmagórica (ou não) e um final surpreendente e delicioso (e o único que apresenta o outro lado). Não bastasse tudo isso, o filme é criativo, inteligente e tecnicamente primoroso. A sacada de fazer com que o pano de fundo fosse a Segunda Guerra Mundial e – de certa maneira – ser esse o motivo para o desfecho cruel e ao mesmo tempo alentador é ambiguamente preciso e convincente. Aliás, o filme termina e ficamos com ele na cabeça por um bom tempo. Você não sabe se julga a atitude egoísta ou se entende o motivo. De qualquer maneira, no final saímos mesmo é satisfeitos e orgulhosos de ter visto esse preciosidade do gênero.


2 - O Exorcista - (The Exorcist, EUA, 1973)

E olha o diabo aí de novo. Só que, enquanto em O Bebê de Rosemary ele foi carinhoso e fez um “belo” neném na moça... em O Exorcista o cramunhão faz um estrago e tanto. Que diga a jovem e doce Regan (Linda Blair, excepcional). A garotinha, que vive com a mãe divorciada, começa a ter sintomas estranhos. Aos poucos, sem mais esperanças na medicina, a mãe decide que é o caso para tentar uma ajuda divida e, para isso, chama o padre psiquiatra Damien Karras. O padre, então, logo percebe que o problema é pior do que imaginava e recorre à igreja, que envia o exorcista padre Merrin. Ambos vão lutar contra o “coisa ruim”.

Em 2000, o filme teve sua reestréia nos cinemas com a versão do diretor. E se a versão original é pesada, imaginem a do diretor. Pois bem. Digo a vocês que talvez tenha sido uma das minhas melhores experiências cinematográficas. O Exorcista no cinema é coisa para gente grande.


Opinião:


Coisa para gente grande mesmo. Mas não pense que é por conta das fortes cenas de exorcismo, cabeça virando ao contrário, vômito verde ou aquela coisa do crucifixo. Isso também, vai. No entanto, O Exorcista é muito mais do que um filme de horror, ele é um drama intenso, que trata sobre as inseguranças do Padre Karras e, com elas, as dúvidas sobre suas verdadeiras capacidades, que, por conseqüência, traem sua fé. É preciso notar essa intenção para apreciar o filme sem medida. Adulto.

A adaptação, roteirizada pelo também diretor do filme William Peter Blatty venceu o Oscar de roteiro adaptado e som, e ainda foi indicado a outros oito Oscars, entre eles melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Ellen Burstyn) e melhor atriz coadjuvante (Linda Blair). Aliás, nunca nenhum outro filme do gênero concorreu a tantos prêmios da Academia. O que atesta a competência dessa genuína obra-prima do drama de horror.


1- Tubarão - (Jaws, EUA, 1975) - E eis então o número um da minha lista, o mais apavorante e tenso filme de horror já feito: Tubarão. O filme, adaptação do livro “Jaws” de Peter Benchley, alavancou a carreira de um tal Steven Spielberg e, com ele, a carreira mais bem sucedida de um diretor americano e um clássico impecável. O Tubarão em si é um bonecão mecânico de látex, com dentes de borracha, que bem dá pra perceber o quão falso é. Mas, não se deixe levar por isso. O jovem Steven Spielberg – que até aquele momento havia feito apenas o telefilme de sucesso Encurralado – conseguiu botar terror em muita gente (inclusive em mim) apenas com uma trilha sonora arrepiante (de John Willians), gritaria na praia, sangue na água e, às vezes, uma barbatana. Graças a Steven e seu Tubarão fiquei sem entrar no mar por alguns bons anos. Aliás, nem no mar, nem em lagoa, nem em piscina... e nem em banheira. Banho só chuveiro.

Opinião:

O grande mérito de Spielberg, porém, além de ter criado um filme ousado a partir de um clima absolutamente claustrofóbico foi ter orquestrado com maestria todas as partes essenciais que formam o todo: desde a trilha sonora avassaladora, as atuações espetaculares de Roy Scheider, Robert Shaw e Richard Dreysfuss, a condução da história e, finalmente, a interação com o tubarão de mentira que parecia que nunca ia funcionar. E foram muitos os problemas durante a produção (assistam ao Making Off, é uma aula grátis de como fazer cinema), mas Steven contornou todos. Jovem, promissor, competente, corajoso e visionário. Por essas “poucas” qualidades do novato diretor, Tubarão se tornou o que é hoje: obra indispensável, não só para o gênero de horror, mas para a história do cinema.


E fim de papo. Obrigado aos amigos Jason, Freddy, Chucky, Michael Myers, Hannibal, Norman Bates, Jack Torrance, Nosferatu, Dr. Jekill... ah... e, claro, obrigado também às duas garotinhas que me deixaram vir aqui e aprontar um pouco.
Encerramos nossa transmissão. Fiquem agora com a programação normal do blog. Boa noite e... não se esqueçam: olhem sempre para os lados. Nunca sabe-se o que está a espreita em uma sexta-feira 13.


Observação da Leila:


É isso turma!


Obrigada , Leandro!!


A gente adorou... e está com medinho também!



Tá com medo? Parte II

E a gente segue com o terror ....


7 – O Gabinete do Dr. Caligari - (Das Cabinet des Dr. Caligari, Alemanha, 1920)

Agora sim um clássico. Concebido em 1919, O Gabinete do Dr. Caligari é referência máxima em estilo e fotografia até hoje. Uma das primeiras obras do Expressionismo Alemão – movimento da arte que privilegiava os efeitos de luz, maquiagens carregadas que destacam as expressões dos personagens, cenários distorcidos, clima psicológico e influência de obras surrealistas, o filme do alemão Robert Wiene (e roteiro de Fritz Lang, de Metrópoles) não precisa usar palavras para espantar. As belíssimas imagens, a sombria trilha sonora e as atuações dramáticas e exageradas (propositalmente) são extraordinárias e fazem desse um dos melhores filmes de horror de todos os tempos.

Opinião:

A trama é simples e original: Dr. Caligari é um velho místico que domina as técnicas da hipnose e perambula pelas cidades do norte da Itália apresentado-se em quermesses ao lado de um sonâmbulo chamado Cesare. O caso é que o velho usa de seus métodos para induzir o jovem Cesare a cometer assassinatos nos vilarejos. Como Caligari esconde um boneco no caixão onde Cesare dorme, os crimes ficam indecifráveis. Porém, o jovem sonâmbulo passa a perambular pela cidade e algo dá errado. Realizado em uma das fases mais conturbadas da história alemã (o fim da primeira guerra mundial) O Gabinete do Dr. Caligari possui uma aura absolutamente sufocante e pessimista. Talvez por isso, a partir de imagens insólitas – que mais parecem um constante pesadelo – o filme mudo foge dos padrões naturais das histórias de horror e relata com extrema competência a aflição e a insanidade humana. Um filme para ver e rever.

6- O Bebê de Rosemary - (Rosemary's Baby, EUA, 1968)

E aí vem o diabo. Ah, o diabo. Tem maldade no meio, coisa ruim, espírito zombeteiro? Tem culpa o diabo. Bacana é perceber que essa figura da mitologia cristã tão antiga sempre gerou – e sempre irá gerar – boas histórias apavorantes. Isso percebeu o diretor Roman Polansky (e a escritora do livro Ira Levin) ao conceber O Bebê de Rosemary. O filme narra a história de (adivinhem?) Rosemary, moça certinha que se muda para um apartamento em Nova York com seu marido. É apresentada a um simpático casal de velhinhos e com eles faz amizade. Não demora muito, porém, para começar a desconfiar que esses estão envolvidos, junto com seu esposo, em rituais macabros de magia negra. Rosemary, então, descobre que está grávida e tenta manter seu bebê longe de algum mal que possam lhe fazer. Mas uma trágica surpresa está por vir.

Opinião:

Não basta ter uma idéia brilhante e filmá-la. É preciso saber como fazer. E Polansky fez com maestria. Desde o momento em que somos apresentados ao fantasmagórico apartamento até o derradeiro ato final, toda a atmosfera de suspense e temor é construída de forma gradativa e, por isso, brilhante. Considerado blasfemo pela igreja católica – e outras que tentaram impedir a exibição do filme – O Bebê de Rosemary é um dos melhores exemplares do terror psicológico, ou seja, não há violência explícita, mas sim um clima de paranóia constante e um final polêmico. Além da espetacular direção, méritos também para as excelentes atuações de Mia Farrow e Ruth Gordon (a velhinha vizinha que levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante),

5 – A Noite dos Mortos-Vivos - (Night of the Living Dead / Night of the Flesh Eaters, EUA, 1968)

Agora esqueçam o terror psicológico. Em 1968, (mesmo ano de O Bebê de Rosemary), um tal George Romero, diretor de cinema, inventou uma história que começava dentro de um cemitério. Enquanto a moça rezava pelos seus pais, seu irmão era atacado por um humano que não parecia estar nem vivo e nem morto. A partir desse momento, A Noite dos Mortos-Vivos se tornaria um dos filmes mais importantes do horror mundial, pois deixava para trás o “comportado” estilo de horror psicológico para assumir um grafismo doentio, com cenas violentas e situações explicitas. Com coragem e inventividade, Romero revolucionou não só o gênero como também o cinema.

Opinião:

Rodado em branco e preto por falta de grana, Romero juntou os amigos para atuar, outros para ajudar com a maquiagem e outro, dono de açougue – que forneceu a carne que os zumbis degustam com tanto prazer – e realizou a loucura. Hoje, A Noite dos Mortos-Vivos não é copiado e re-copiado descaradamente diversas vezes apenas por ser uma fórmula que deu certo, mas porque é muito bom. Imagine você se deparar com um morto-vivo, sem saber de onde veio, sem saber o que fazer para se livrar, vindo em sua direção. Aí você se esconde numa casa. E então começam a aparecer outros, e mais, e mais. Que raio de epidemia é essa? É contagioso? Que aconteceu com as pessoas? Esse é o clima do filme que introduziu os zumbis na cultura pop, cujo final apocalíptico fez com fosse duramente criticado.

4- O Massacre da Serra Elétrica - (The Texas Chainsaw Massacre, EUA, 1974)

Quando O Massacre da Serra Elétrica começa, uma arrepiante narração informa que o filme que será apresentado foi baseado em um fato real e um dos mais bizarros crimes na história norte-americana. Na verdade, apenas charme. De real mesmo apenas a “homenagem” a Ed Gein, um verdadeiro psicopata que, assim como o personagem do filme, Leatherface, cortava o rosto dos cadáveres para usar como máscara. Mais nada. Rodado em 1974, O Massacre... conta a história de um grupo de jovens que se perde em uma rodovia e acaba sendo perseguido por uma família de maníacos canibais. O que tem de mais? O filme é perturbador, assustador e, por ter sido filmado em 16mm e ter uma estética meio amadora, passa a sensação de realidade. O ar grotesco e sufocante fez com que o filme fosse proibido em muitos países, só podendo ser liberado anos mais tarde.

Opinião:

Pergunte para uma pessoa qualquer: “O que é O Massacre da Serra Elétrica?”. Ela pode nunca ter assistido, mas vai saber que é um filme de terror doentio. Tudo porque a obra se transformou, indiscutivelmente, num dos maiores clássicos do cinema e, além de influenciar centenas de filmes, faz parte da cultura popular mundial. Méritos totais para o diretor Tobe Hooper (Poltergeist). Foi dele a idéia de apavorar o espectador com cenas violentas, porém sem exageros, sem sangue, sem dilacerações. E esse é o grande mérito do filme – além da filmagem “caseira” – apresentar o aterrorizante sem necessidade de explicitar. Então veremos a mocinha correndo do vilão com a serra elétrica na mão, marteladas na cabeça, pedaços de gente, mas, em momento algum, a ação é consumada. O estrago vai depender da sua imaginação. Mas não se preocupe com isso. As sombras apresentadas pela iluminação escura, o cenário desértico do Texas e os gritos de pavor da molecada vão te ajudar.

O melhor vem no final. Em breve a parte III.

Observação da Leila:

Continuamos com o canivete suiço ...


Tá com medo? Parte I

Ah, a sensação de invasão. Sabe quando você é criança e pula o muro da vizinha para buscar a bola? É isso. Ou às vezes quando faz alguma arruaça em algum lugar que não é seu só pelo prazer de zuar? Pois bem. Não estou aqui pelo prazer de zuar, claro que não. Mas imagine: entrar em um blog, bonitinho, arrumadinho, cheiroso, bem escrito, de duas doces meninas e escrever sobre... filmes de horror... ah, é como fazer xixi nas plantinhas da casa da avó.

Mas para não ser chato (coisa que para mim não é esforço) achei melhor fazer uma lista dos 10 MELHORES FILMES DE HORROR. Ou os que considero mais assustadores e divertidos. Aliás, o que pode ser mais legal do que tomar uns sustos inofensivos e ver cenas absurdamente engraçadas?

Então, vamos lá: peguem as pipocas e os refrigerantes, mas cuidado para não derrubar na hora do... “aaaaaaaaaaaaaah, pu#@ que pariu... que sustooooo da pó*$@!!!!”

10 – Fome Animal - (Dead Alive/ Braindead, Nova Zelândia, 1992)

Bom, esqueça a parte das pipocas e refrigerantes. Para ver Fome Animal... é melhor não comer nada. O filme é um festival de nojeiras e insanidades: uma orelha que cai na sopa e é comida no mesmo momento, um padre luta kickboxer antes de virar zumbi, zumbis fazem sexo e parem bebes zumbis, a “arma” utilizada para matar os mortos-vivos é um cortador de grama virado ao contrário, ou seja, mutilação de órgãos e banho de sangue e tripas. O diretor e criador dessa maravilha é Peter Jackson, em uma época em que ele – adolescente na Nova Zelândia – sequer imaginou que certo dia ganharia um Oscar.

Resumo da história:

Leonel é um nerd que vive com sua mãe, uma velha chata e ciumenta. Certo dia o rapaz se apaixona por uma moça, filha de ciganos, e a chama para ir ao zoológico. A mãe de Leonel, que desaprova o relacionamento, o segue até o local. Lá, acaba mordida por uma espécie rara de animal: o Macaco Rato da Sumatra. Depois disso, passa a ter febre e comportamentos estranhos, perde cabelos, a pele começa a cair – assim como os dentes – e emite grunhidos estranhos. Pior: a velha fica violenta e morde as pessoas. Os que foram atacados passam a ter a mesma reação, até que uma epidemia se espalha e os “zumbis” tomam conta da cidade. Leonel e a sua namoradinha são os mocinhos.

Opinião:

Nada pode ser mais sensacional para uma sessão maldita entre amigos do que Fome Animal. É divertido, engraçado, a maquiagem é muito mais bem feita do que muita coisa “rica” de Hollywood, é criativo até o fim e ninguém vai dormir. Com certeza. Pode testar, porque já testei.

9 – A Meia Noite Levarei sua Alma - (À Meia-Noite Levarei sua Alma, Brasil, 1964)

O melhor terror nacional já feito em todos os tempos só podia ser de um dos maiores cineastas desse país: José Mojica Marins. Pouco sabe de cinema os que criticam a simplicidade desse gênio do cinema. Mojica criou o mundialmente conhecido Zé do Caixão, personagem de característica forte, demoníaca, sádica, cruel, demente e inventiva, porém de uma veracidade tão intensa, que lhe concedia uma assombrosa humanidade. Sua grande obra-prima se chama A Meia Noite Levarei Sua Alma, primeiro filme de uma trilogia que conta a busca insana de coveiro Zé do Caixão pela mulher, que lhe dará o filho perfeito.

Opinião

Em 1963, plena ditadura militar, o cinema nacional não estava acostumado com o que veria. Mojica, então, sem medo da censura filmou aquele que seria o divisor de águas para o gênero no Brasil. Embora sutil para os padrões atuais, A Meia Noite Levarei Sua Alma desafiou os dogmas cristãos ao mostrar cenas de violência explícita e a críticas contra as tradições religiosas. Só isso já faz do longa histórico. Não bastasse tal loucura para a época, o filme ainda é audacioso e criativo, com uma montagem que consegue dignificar até mesmo as atuações amadoras e os improvisos de roteiro. A Meia Noite... é um filmão, com uma trama sem furos, que apresenta um personagem complexo, primitivo e contestador.

Curiosidade:

Zé do Caixão foi inspirado em pesadelos constantes que Mojica tinha com o personagem quando era criança. Aos 12 anos, o diretor vendeu sua bicicleta e comprou uma câmera de 88mm. Daí deu início a sua carreira apaixonada.

8 – [REC] - ([Rec], Espanha, 2007)

Pensei em colocar aqui algum clássico como Psicose ou Os Pássaros, mas é tão lógico citar Hitchcock que preferi fazer justiça a essa pequena obra-prima contemporânea chamada [REC]. O filme espanhol, com elenco espanhol, diretor espanhol e todo falado em espanhol é um dos mais assustadores que já vi. A fórmula se assemelha ao de A Bruxa de Blair, câmera na mão e clima documental, porém com uma diferença: há ação. E muita!

Opinião:

Ângela é uma repórter fazendo uma matéria para a TV sobre o dia-a-dia dos bombeiros. Em algum momento recebem uma chamada e a equipe os acompanha no resgate. Chegam a um prédio. A ocorrência: mulher gritando desesperadamente em um dos quartos, enquanto boa parte dos moradores esperam no saguão. Qualquer coisa que contar além disso estragará o filme.

Há muito tempo eu não assistia nada tão intenso. O motivo? [REC] é real. Em momento algum parece um filme. Apesar de se tratar de algo inviável e de natureza fantástica, o público se relaciona com os personagens e os fatos de forma orgânica até. Afinal de contas, o filme é acompanhado em primeira pessoa o tempo todo, fazendo com que você deixe de ser espectador e passe a acompanhar os acontecimentos como testemunha ocular. É sensacional. De se borrar de medo. Vejam lá:

http://www.youtube.com/watch?v=1eFrM50cmhw

Logo mais parte II.

Observação da Leila:

Esse post foi escrito por Leandro Giometti. O moço é um canivete suiço: jornalista, cinéfilo, crítico, boleiro, cantor, arranjador, humorista,compositor e ainda acha tempo pra ser um cara bacana! Gostaram?
legiometti@hotmail.com. Aguardem os outros filmes da lista dele.

25 de fevereiro de 2009

As 5 maiores chapações do cinema

Olá amigas do Cineopse.
Antes de mais nada gostaria de pedir licença e expressar a minha honra em participar desse site. As listas estão muito boas e confesso que me fizeram refletir sobre alguns assuntos tipo: canto, danço e bato palmas predileto, caramba, acho que nunca parei pra prestar atenção no canto danço e bato palmas de um filme, mas confesso que em determinados momentos eles realmente emocionam, não é?
Romances prediletos também. Essa lista tenho certeza que as meninas poderiam fazer não só 5 mas 50 filmes que ainda assim não caberiam todos.
Gosto bastante do canto danço e bato palmas e também adoro romances, mas o que me atrai mesmo são as “chapações” no cinema, eu sei você vai se perguntar: chapações, como assim?
Existem várias formas de chapação no cinema, se liga!

Drogados
1 - Candy (Candy/ 2006/ Neil Armfield) – Um casal viciado em heroína se afunda e nem o inferno parece ser o suficiente para eles. Pode parecer clichê um filme sobre drogas, mas esse consegue ser um romance regado de drogas e não só um relato de dependentes químicos. Não dá pra saber se o mal é causado pelas drogas ou pelo “amor-dependência” do casal protagonista. Destaque para atuação de Health Ledger, o cara sempre apavorava.
Piração
2 - Ken Park (Ken Park / 2002 / Larry Clark e Edward Lachman) – Esse filme é o que chamo de piração do cineasta. A primeira cena mostra um adolescente pegando o seu skate, mochila e se dirigindo até uma pista que se chama Ken Park. Ele dá um rolezinho, vai até o centro da mini-ramp, tira da mochila uma filmadora, uma pistola 765, estoura os miolos e ainda registra tudo isso. Me diga não é uma piração?
O filme é chocante e tem várias cenas de sexo, sexo e mais sexo. Me pergunto como o Larry Clark fez pra filmar aquela molecada toda transando e não ser preso. Ah! Larry Clark também dirigiu Kids sucesso nos anos 90.

Que droga esse cara tomou?
3 - Império dos Sonhos (Inland Empire / 2006 / David Lynch ) – Esse talvez seja o filme mais chapação de todos. É David Lynch e não precisa falar mais nada, já que o sobrenome desse cara é piração. Em o Império dos Sonhos não é necessário morte e nem sangue, o cara consegue causar pânico só com a cara de louco dos personagens e efeitos sonoros de arrepiar, sempre que assisto um filme de David Lynch me pergunto que porra de droga esse cara tomou, será que só eu tenho essa impressão?

Fala Sério
4 - Quero ser John Malkovitch (Being John Malkovich / 1999 / Spike Jonze) – Imagina um cara que trabalha em casa fazendo bonecos de cera e ninguém o leva muito a sério. Ele então resolve arrumar um trampo de arquivista. Logo no primeiro dia de trabalho avisam que o escritório é no andar 7 e ½ e que ele precisa trabalhar abaixado o tempo todo. Eis então que o novo funcionário descobre um túnel que o leva para dentro da cabeça do John Malkovitch e de lá de dentro ele começa a controlá-lo. É chapação ou não é? Pra mim isso tem nome: Spike Jonze.

Como assim? Sai da cama
5 - Na Cama (Em La Cama / 2005 / Matías Bize) – Esse filme tem como único cenário uma cama de motel, onde os protagonistas Bruno (Gonzalo Valenzuela) e Daniela (Blanca Lewin) passam os 85 minutos do filme. Eles se conheceram poucas horas antes em um café, e sobre a cama eles fazem amor, conversam, falam sobre seus anseios, medos, inseguranças, dúvidas e esperanças, sempre dentro do quarto. No fim, fica claro que os dois já estão íntimos e nós telespectadores nos sentimos próximos deles também. Pena que ao amanhecer tudo se acaba! Impressionante como o filme prende a atenção.

É isso amigas, essa foi minha lista e se quiserem entender um pouco mais da minha chapação podem me visitar no http://www.sitedafirma.blogspot.com/

Por JoãoPJ

18 de fevereiro de 2009

Nossos " canto, danço e bato palmas" prediletos

E vamos para mais uma listinha. Pra não copiar a MTV e chamar de "Melhor sequência de dança" a gente mudou para "Melhor canto, danço e bato palmas"
Lembrando que essa não é a seleção das melhores canções do cinema e sim dos personagens que literalmente cantam, dançam e batem palmas. Daqueles que quebraram a barreira da leitura de texto e caíram de cabeça na performance! As trilhas marcantes virão depois.


1 - Cantando na chuva (Singin' In The Rain, EUA, 1952 / Gene Kelly, Stanley Donen) - Não tem como falar de números musicais e não falar de Gene Kelly , sim eu sou tiete dele, fã de carteirinha, mas me digam se tem como não ser? As dancinhas nesse filme são TODAS espetaculares e o Gene na verdade foi quem antecipou o lance do me and my umbrella, que mais tarde viraria hit chiclé na "voz" da Rihanna. Esse sim, canta, dança e bate palmas na chuva, com os pés em poças e feliz da vida. Sem deixar de lado as maravilhosas Moses Supposes, Good Morning , Fit as a fiddle e Make them laugh. Ah, também adoro a Debbie cantando Would you, would you e confesso que sei todas de trás pra frente.

2 - The Rocky Horror Picture Show (The Rocky Horror Picture Show, ING, 1975 / Jim Sharman) - Uma sátira aos filmes de ficção científica. Um casal, Janet e Brad (Susan Sarandon garotinha) caem na estrada para visitar um antigo professor e no caminho param num castelo para pedir ajuda - problemas com o carro -, o que eles não sabem é que o dono desse castelo é o Dr. Frank N. Furter, um travesti viscoso do planeta Transexual, da galáxia da Transilvânia. O filme traz personagens bizarros e inesquecíveis como o corcunda Riff Raff, a irmã do Dr. Frank, Magenta e sapateadora chamada Columbia. Entre as maluquices do doutor ele cria o homem perfeito, chamado de Rocky e os números musicais do filme são nota 1000. Atenção especial para a sequência na sala do castelo e para a canção I can make you a man. Esse talvez não seja muito conhecido mas quem se interessar e resolver ver, com certeza vai concordar comigo. O Dr. Frank Furter é um artista completo: canta, dança e sapateia!

3 - Moulin Rouge (Moulin Rouge, EUA / Austrália, 2001 / Baz Luhrmann) - Esse sim é conhecido. Trabalho primoroso de Baz Luhrmann, super frenético, muita música, cores e movimentos. Casal ternurinha Nicole Kidman e Ewan McGregor, a trilha tem participação de figurinhas conhecidas no cenário musical como Bono e Beck. Devo dizer que a primeira cena de dança no salão no Moulin Rouge quando a Satine (Kidman) desce num balanço é belíssima, mas a minha predileta é sem dúvida o Tango de Roxane. O momento like a virgin é incrível também e o medley no Elefante realmente abala as minhas estruturas.

4 - Perfume de mulher (Scent of a Woman, EUA, 1992 / Martin Brest) - Daí vocês exclamam: Mas o Al Pacino nem canta ou bate palmas! E eu me defendo: Não, não canta nem bate palminhas, mas o Frank Slade é cego e manda mais do que bem num tango! Precisa de mais alguma coisa? Pode confessar, dá até aquela vontade de sair bailando pelo salão com o Pacino.



5 - O prisioneiro do rock (Jailhouse Rock, EUA, 1957 / Richard Thorpe) - Ele o rei! Não poderia deixar de figurar em pelo menos uma de nossas listas né, pelo menos não nas minhas. Na minha humilde opinião, esse é o melhor filme do Elvis. Vince Everett (Elvis Presley) é enviado para prisão e lá é protagonista de um dos maiores números musicais da história! Grades, uniforme listrados e o hino "...Let's rock, everybody, let's rock, everybody in the whole cell block, was dancin' to the Jailhouse Rock". E mais uma vez ele antecipou uma tendência. A Alzira (da novela Duas Caras) copiaria anos mais tarde. O Elvis já descia pelo cano em 57.

é isso!

Leila

17 de fevereiro de 2009

Nossos romances prediletos

Nossos romances prediletos

É isso mesmo minha gente, em tempo de Oscar lista pouca é bobagem. Agora sou responsável por lembrar as histórias que já nos comoveram e nos fizeram chorar e sonhar.
Já adianto que não sou uma Charlotte (Sex and The City) de tão romântica, mas sei apreciar uma bela história de amor. Vamos aos amantes.


1 - Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004). A história do casal vivida por Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) não é nada comum, afinal, alguém já apagou definitivamente as memórias de um grande amor e mesmo após a quase lobotomia o encontra e se envolve novamente. Bom, eu não conheço ninguém.
O grand finale se dá após o reencontro, quando eles descobrem que um dia já se amaram e sabem que o relacionamento deles não deu certo, mas mesmo assim resolvem tentar. No corredor do prédio onde mora, Joel usa uma palavra simples, objetiva e mágica: OK, que a meu ver que dizer eu te amo e te aceito do jeito que é.

2 - Diário de uma Paixão (Notebook, The, 2004). Esse é daqueles que você pega a caixa de lencinho Softy’s põe no colo e desaba a chorar. O lindo e intenso romance adolescente de Allie (Rachel McAdams) e Noah (Ryan Gosling), rompe barreiras, preconceitos, tem separações e um final feliz mesmo diante de problemas de saúde da idade. Atenção para o reencontro do casal, quando embaixo de chuva, diante de um lago, ela questiona porque ele nunca escreveu pra ela, sendo que Noah enviou 365 cartas durante um ano inteiro (suspiros da platéia), os dois se abraçam e se beijam apaixonadamente.

3 – Meu Primeiro Amor (My Girl, 1991). Esse eu desenterrei. Lembro que assisti quando criança e na época essa história me emocionou tanto. Vada (Anna Chlumsky) é uma garotinha que conviveu com a morte muito cedo, quando perdeu sua mãe. Ela tem um melhor amigo, o Thomas (Macaulay Culkin), com quem divide grande parte do seu dia. Eis que mais uma tragédia assombra a vida da mocinha, Thomas é picado por abelhas e falece por ser alérgico ao inseto. A menininha não se conforma e dói só de pensar que ela perdeu o seu primeiro amor, com quem inclusive tinha trocado o primeiro beijo. A cena do velório (estilo americano) é uma das piores, ela começa a gritar questionando porque o amigo quase namoradinho está sendo enterrado sem os óculos. Muito triste!

4 – Uma linda mulher (Pretty Woman, 1990). Todas sabemos que esse filme é muito conto de fadas e de um clichê sem tamanho, mas vamos combinar que encontrar um partidão daqueles (rico, bonito e inteligente) é de fazer suspirar até uma tiazinha divorciada e viúva que nem pensa mais em homem. A pretty woman da vez é Vivian (Julia Roberts), uma prostituta contratada por Edwards (Richard Gere) um homem de negócios rico, para passar a noite em um hotel de luxo em Los Angeles. O todo poderoso se envolve pela simplicidade e beleza de Vivian que mesmo sem querer se apaixona por ele. O final é dos melhores, com direito a flores, “cavalo branco”, declaração de amor e beijo na boca.

5 - Romeu e Julieta (Romeo + Juliet, 1996). Essa história eu nem preciso contar, clássico dos clássicos de Shakespeare que até minha vizinha de 5 anos conhece. Os jovens Romeu (Leonardo DiCaprio) e Julieta (Claire Danes) são de família rivais, se apaixonam perdidamente, tentam uma fuga frustradas com simulação de uma morte que acontece realmente. Sim, é isso mesmo, os dois se matam por amor, já que em vida não podem ficar juntos. A adaptação que menciono aqui é bem moderninha e atual. Detalhe na cena do aquário, onde os dois se conhecem e trocam olhares que dizem tudo.

Ah, eu sei que nessa lista faltam muitos filmes, mas não tem como colocar todos. Só vou citar mais um casal que arranca delírios, Carrie e Mr. Big. Pronto, chega! Pegue seu pretê e corra para o sofá com lencinho, pipoca e muitos beijos.