16 de janeiro de 2008

Minha vida com trilha sonora!




Eu a-do-ro musicais, não sei precisar bem a razão, se é pelas músicas mesmo, se pelas coreografias ou se pela sensação que esse tipo de filme causa na gente, uma vontade de colocar trilha sonora na vida também...

Por falar nisso, quem aí já viu Grease , nos tempos da brilhantina (Grease, EUA, 1978)? A história pra quem não conhece pode parecer simples demais, uma escola, romances e crises adolescentes e muita música You´re the one that I want, you are the one I want hu hu hu ( lembra??)


A romântica Sandy (Olivia Newton-John), conhece um guri chamado Danny Zuko (John Travolta) numa praia no verão, se apaixonam e passam momentos lindos. O problema é quando as férias terminam e cada um vai pro seu canto...ou quase isso. Sandy, que deveria voltar para a Austrália, vai parar no mesmo colégio de Danny e lá percebe que ele não é realmente aquele príncipe encantado que ela conheceu, afinal de contas ele é o líder dos T.Birds e tem um nome a zelar né, não pode ficar por aí bancando o apaixonado. Ela também não é recebida com todo o carinho pelas Pink Ladies, já que dali ela é a única "princesinha".


E olha só como a trilha é importante! Qualquer pessoa que gosta desse filme e escuta qualquer uma das músicas rapidamente associa à certa cena, quer ver?


Você ouve "Hopelessly devoted to you"e já lembra da Sandy no jardim olhando pra imagem do Danny refletida numa espetacular piscina plástica! Ou "Summer nights" com o Danny distorcendo todo o belo passeio pela praia ou "Greased lightning" com a turma arrumando a lata velha!


Pois bem , é isso que eu dizia quando expressei a vontade de que a vida também tivesse trilha sonora. Mas a verdade é essa, ninguém vai dar um play quando eu estiver de coração partido e de repente eu vou ouvir "All by myself" do além, se eu quiser uma trilha pra vida, eu que arranje!


Pois hoje eu sinto vontade de dar um pause e mudar de rumo, é mesmo, no fim das contas eu escrevo o roteiro dessa epopéia que é a minha vida , cada um é responsável por querer dizer "goodbye to Sandra Dee" e começar de outra maneira.


Eu escrevo esse texto em homenagem a minha amiga Mari Morenghi,minha Frenchy querida , afinal blonds do have more fun! Essa é uma daquelas pessoas que você olha e já tem vontade de cantar, a trilha dela é sempre alegre a contagiante, não importa o momento ou lugar, é sempre linda!


Taí,vamos combinar,a partir de hoje todo momento vai ter trilha sonora, ainda que seja na sua cabeça, convenhamos que assim a vida fica mais gostosa.


Afinal o mundo está repleto de melodias e eu é que não quero ficar ao som de " love of my life" a vida inteira ( ainda que o momento peça essa canção rs rs ) vamo que vamo que ainda há muito roteiro pra ser escrito, cenas deletadas , trilhas compostas e versões do diretor rs rs rs!


No fim das contas Grease is the word, is the word that you heard It's got groove it's got meaning Grease is the time, is the place is the motion Grease is the way we are feeling.


Té +
Leiloca

21 de dezembro de 2007

Nossos olhos falantes



Demorei um pouco, mas estou de volta gente!

Hoje, mais para um desabafo , desses de coração apertado sabe, mas claro sempre com um filminho né.

O de hoje chama-se Moça com brinco de pérola (Girl With A Pearl Earing, Reino Unido/ Luxemburgo, 2003).


A história passa-se na Holanda do século 17, Griet(Scarlett Johansson) é uma camponesa que por motivos maiores acaba tendo que ir trabalhar como doméstica na casa de um renomado pintor, Johannes Vermeer (Colin Firth). A mocinha tem 17 anos, o pintor é casado , tem um bocado de filhos e ainda por cima agüenta a sogra em casa!


O cara é simplesmente apaixonado por pintura, com o tempo a garota começa a despertar nele um certo tipo de interesse, na verdade é aí que entra o título do nosso texto...


Vejam bem, Griet é pobre, não tem cultura nenhuma mas divide a mesma paixão que Johannes, a pintura! Ela vai se interessando pelo trabalho dele ao mesmo tempo em que se sente culpada por estar atraída pelo patrão, e ele passa pela mesma angústia! Se encanta por ela saber sobre pintura e admirar seus quadros, ajudando-o e dando palpites além de inpirá-lo, coisa que amulher dele não faz já que, pra ela os quadros são fonte de renda, e nada mais.


O filme em si é beeem parado, fotografias escuras, trilha muito suave , e a beleza está justamente nos olhos. Vocês podem até achar que isso é coisa de chato, mas vejam bem, o sentimento e a atração entre eles é tão forte, tão intensa que os dois não precisam de palavras pra se manifestarem, os olhos dizem tudo ( só de lembrar eu me arrepio!)


Ele não diz nada,mas pela maneira como ele a olha ela já se acanha toda e sabe que seu sentimento é correspondido, é tão forte que até a mulher dele saca a história e começa a trabalhar pra atrapalhar.


Daí eu me pergunto: Onde foi parar a sensibilidade de entender olhares? Será mesmo que hoje em dia pra se conseguir alguma coisa é só na base do " e aí, eu tô afim, e tu??"

Será que nossos olhos ficaram mudos, ou será que surdos e burros???


Me desculpem moçada, mas não há nada mais cativante que se declarar por meio de um olhar! Nada mais fantástico que sentir que alguém está em desespero tentando lhe dizer algo que palavras simplesmente não podem expressar!


Portanto fiquemos mais atentos à essas demonstrações, chega de tentarmos verbalizar tudo , afinal os olhos têm uma função a mais , além de apenas visualizar coisas concretas!


Ah, vejam esse filme e aprendam!


Confesso que, essa história toda é uma maneira de dizer que euzinha mesma me encontro nessa situação de desespero mas meus olhos talvez não falem a mesma língua que o receptor de minhas mensagens!


Um grande abraço, um natal sensacional e um 2008 repleto de olhares pra todos!


Leiloca.


crédito pra foto: http://www.cineclick.com.br/

27 de novembro de 2007

Uma aventura bem gelada .......


Lá vamos nós em mais uma estória. Dessa vez farei uma viagem ao maravilhoso mundo infantil, é isso mesmo que você leu!

Vida de estudante não é fácil, principalmente quando se trata da faculdade, quase não temos tempo pra nada, são textos pra ler, trabalhos pra fazer e sem contar nas infinitas provas.

Dia desses a professora Regina de Teoria e Prática de texto nos passou um trabalho pra fazer sobre filmes infantis, na verdade era para analisar o discurso dos filmes, já que estávamos estudando esse assunto.

Então pensei, vou falar sobre o meu trabalho, ou melhor, sobre o filme que resultou no trabalho.

O filme se passa há mais de 20 mil anos, na era pré-histórica. Nesse contexto iniciava-se a Era do Gelo, em que os animais começavam a migrar para o Sul, fugindo do congelamento.

Nesse cenário surge Manfred, um mamute enorme e solitário, que vai contra o fluxo de todos os outros animais. Ele continua seu caminho, e não tenta fugir da grande frente glacial que chegará à região.

É durante o começo de sua jornada que ele conhece Sid, um bicho preguiça pra lá de atrapalhado, e juntos encontram um bebê humano. A partir daí, surge à missão: devolver o bebê a sua família. Em meio a tudo isso aparece Diego, o tigre-dente-de-sabri, que foi encarregado pelo seu bando de seqüestrar a criança.

Antes dessa incrível jornada terminar, este diferente trio passa por lavas ferventes, escapam de traiçoeiros túneis de gelo e conhecem um pré-histórico esquilo chamado Scrat, uma criatura compulsiva por sua noz.

As vozes dos animais ficaram por conta de Diogo Vilela – Manny o mamute, Márcio Garcia – Diego tigre-dente-de-sabri, e Tadeu Mello emprestou sua voz para o hilariante bicho preguiça, a dublagem em nada diminuiu a animação, ou deixou a desejar, pelo contrário.

Ao longo da história os três tornam-se companheiros inseparáveis e apesar dos desafios e diferenças, juntos descobrem valores como família, gratidão, compaixão e amizade.

E pra quem gosta de animação A Era do Gelo tem continuação, novas e divertidas aventuras em A Era do Gelo 2.


Até a próxima.

24 de novembro de 2007

Acontece com todo mundo


E olha só o texto que uma conversa no messenger rendeu.

Há muito não falava com a minha amiga carinhosamente apelidada de Creck ( não vou entrar em detalhes) mas o assunto é, na última vez que nos falamos a vida dela estava lindamente estabilizada, bom emprego, bom namorado, relacionamento estável de 4 anos, perfeito entendimento essas coisas.Imaginem o meu choque quando hoje ela me diz que levou um pé do "homi" e dias depois foi demitida!!

Me diz se isso não é coisa de filme??? E por falar nisso, a pérola de hoje é dos idos de 1934 e chama-se Aconteceu naquela noite (It Happened One Night, EUA, 1934).

No filme Ellie Andrews (Claudette Colbert), uma jovem rica e mimada foge de casa para se casar com cara para o desgosto do pai, só que nessa fuga tudo de pior lhe acontece ( lhe roubam a mala com dinheiro e ela ainda tem que depender de um cara que aparentemente odeia) o cara em questão é um jornalista desempregado e malandro, Peter (Clark Gable), sensacional inclusive.

Não que a história da minha amiga tenha muito em comum com a da Ellie, mas as coincidências começam no processo que elas enfrentam depois das decepções.

No filme, a Ellie descobre um mundo novo ao lado do jornalista,a beleza na simplicidade e como não poderia deixar de ser, se apaixonha pelo "chavo". Mas o bacana é toda a transformação que ela passa, assim como a minha amiga.

Quando o mundo da Creck desmoronou, uma nova fase se iniciava, e eu exultei de alegria quando ela me disse que nem houve tempo pra deprê, que os amigos ( graaandes e salvadores amigos) a fizeram ver que agora seria bola pra frente né, afinal a fila anda .

No fim,pra cada situação horrorosa sempre tem algum momento lindo pra compensar. Vejam a Creck por exemplo, é uma nova mulher! Claro que há a saudade, mas o rio tem que continuar correndo né.

E a verdade é: amigos são essenciais pra nossa sobrevivência, o que seria da Creck por exemplo nesse momento dose , sem os amigos pra gritar pr ela que a vida é bela??

Seja você uma Ellie da vida ou uma simples Creck encare as decepções como motivos de risadas com os amigos mais tarde.

um abraço,





21 de novembro de 2007

Cada estrela tem seu brilho




O cotidiano da maioria dos paulistanos é retratado no filme A Via Láctea, Brasil, 2007, da diretora Lina Charmie, com Marco Ricca como Heitor e Alice Braga como Julia.

Ao contrário do filme O Passado, neste filme é o Homem que corre atrás da mulher, devido a uma briga por telefone após anos de namoro.

Heitor, um escritor e professor universitário é apaixonado por Julia, uma mulher bem mais nova que gosta de animais, de teatro, além de sair de balada para dançar como a maioria das jovens na sua idade.

O fato é que, Heitor sai com seu carro desesperadamente para encontrar Julia e conversar a respeito da relação desgastada entre os dois. Só que Heitor se depara com o trânsito infernal da cidade de São Paulo e praticamente fica impossível chegar ao encontro de Julia.

Quem mora na cidade se identifica muito porque é exatamente o que acontece no dia a dia daqueles que enfrentam os engarrafamentos nas ruas da Megalópole.

Preso no trânsito, Heitor fica pirado com alucinações e visões estranhas durante o trajeto. Ele pensa em hipóteses de fim e recomeço do romance, além de passar por situações estranhas e difíceis. Engraçado é que, quando estamos atrasados o trânsito se torna mais infernal, você não concorda?

No final você pergunta se tudo realmente aconteceu, e a analogia da Via Láctea(das estrelas) com o amor e o romance da história é entendido com o final do filme.

Agora é só conferir para realmente saber que fim que deu tudo isso.

Abraço.

MaRcELo BoCa DoS sAnToS