23 de dezembro de 2008

Um dia de fúria

Hoje eu preciso desabafar! Sim, é isso mesmo caro leitor .
No último fim de semana aconteceram algumas coisas que me deixaram bastante indignada.

1) Ligações de falsos seqüestradores continuam acontecendo. É isso mesmo, aquele povo que liga pedindo crédito para celular, dizendo estar com um parente seu como refém, ameaçando matar a qualquer momento, continua atormentando a paz dos cidadãos brasileiros. O que me abala é o fato de que os celulares continuam sendo usados nos presídios por esses marginais.

2) Você já comprou um produto nas Lojas Americanas e solicitou nota fiscal? Pois é, no momento da compra eles emitem apenas o cupom fiscal, impresso naquele papel que após duas semanas some tudo. Caso você queira a nota (direito do consumidor), precisa deixar seus dados com um colaborador que enviará para a Central “Americanas” e, após 15 dias, o estabelecimento entrará em contato para que o consumidor retire a nota na loja onde a compra foi efetuada. Como comprei um produto que tem garantia de um ano, terei que retornar, pois só com a nota fiscal poderei comprovar a data da compra, caso o objeto adquirido apresente algum defeito. No meu ver um procedimento nada prático e respeitoso.

3) No sábado fui ao show da Madonna, mas minha reclamação não é em relação ao show, mas aos cambistas que compraram milhões de ingressos e no dia venderam a preço de banana. Me senti bastante idiota por ter perdido algumas horas no telefone com a Ticket For Fun, ter pago um preço altíssimo pelo ingresso e não conseguir comprar Pista (local onde gostaria de ter assistido o show) e perceber que qualquer 30 reais me colocariam naquele Estádio em um bom lugar.

O que tudo isso tem a ver com filme?
Diretamente nada. Porém lembrei que há muitos anos assisti Um dia de Fúria (Falling Down/Estados Unidos/1993), com Michael Douglas. O filme conta a história de um desempregado, que revoltado com o mundo, vai ao encontro da ex-mulher e da filha e elimina qualquer pessoa que cruze o seu caminho.
É óbvio que uma pessoa normal não agiria de forma tão violenta, mas atire a primeira pedra aquele que em um momento de fúria não teve vontade de eliminar algo que estivesse realmente incomodando.

28 de outubro de 2008

Juno, Juno e Juno


Não sei você leitor do blog, mas eu, já não sou adolescente faz tempo. Porém, me recordo com riqueza de detalhes de muitas fases desta época e tenho que assumir que por vezes tenho vontade de voltar atrás, não para mudar nada, pelo contrário, pra reviver novamente todas as emoções.

Sou intensa e até um pouco desequilibrada, mesmo passando dos 20 e alguns, imaginem naquela época. Pra mim ou tudo era um mar de rosas ou era uma dor que não tem fim. O amor então nem se fala. Cada drama, choradeira, desespero, e no momento seguinte a pessoa mais feliz do mundo, realizada e segura. Só de pensar já começo a rir.

Pois bem, a fase já passou, mas quando assisti o filme Juno (Jason Reitman -EUA/Canadá/Hungria-2007), senti uma incontrolável vontade de voltar a ser adolescente. O filme conta a história de Juno MacGuff (Ellen Page), uma jovem de 16 anos super convicta de suas atitudes, que engravida inesperadamente do seu colega de classe Bleeker (Michael Cera), com quem transou apenas uma vez. Com a ajuda da sua melhor amiga Leah (Olívia Thirlby) a garota resolver procurar um casal perfeito para doar o seu filho. Ela conhece Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman), um casal em boas condições financeiras que deseja adotar uma criança.

O marido de Vanessa é um compositor de jingles que curte bandas como Melvins e Sonic Youth. A música o aproxima de Juno, que gosta do estilo dele. Após essa aproximação, a garota percebe que aquele casal, teoricamente perfeito, tem problemas e o expectador tem a impressão de que em algum momento a adolescente se envolverá com Mark e a história terá outro rumo. Adianto que isso não acontece, apesar das inúmeras surpresas.

O filme tem trilha sonora indie muito boa, que combina com o astral moderninho da história. O roteiro, escrito pela ex-stripper Diablo Cody, trabalha temas sérios, como a gravidez na adolescência, com humor que chega a ser sarcástico, afinal, como alguém toma a decisão de doar um bebê de forma tão objetiva e simples. Mas mostra também o lado sensível e encantador da juventude, inclusive da garota que só quer resolver seus problemas.

Posso definir Juno como encantador, e afirmo que não só eu, mas muitas pessoas legais que assistiram disseram ter vontade de abraçar alguém no término da sessão. Acho que o espírito jovem, as lembranças da época, e a vontade de ser feliz nos envolve. Tire sua conclusão!

17 de outubro de 2008

Mamma Mia! Here I go again!

Está pra nascer um ser que nunca tenha ouvido uma canção sequer do grupo sueco ABBA.
E quem diz que nunca ouviu, mente.

Pra vocês ,que como eu, amam de paixão hits como Dancing Queen, Mamma mia e a ícone dos corações partidos The winner takes it all aí vai a dica:
Mamma Mia ! ( Mamma Mia!, EUA/ Reino Unido, 2008 )
Além da música e do clima nostálgico ( até pra quem não acompanhou o ABBA em seus dias de glória mas curte assim mesmo) o filme ainda traz um elenco de primeira, divertidíssimos, lindíssimos, afinadíssimos e merecedores de muitos outros superlativos.

É a história de Donna ( Meryl Streep) que mora com a filha em uma belíssima ilha na Grécia ( que cenário hein!). A menina Sophie ( Amanda Seyfried) está prestes a se casar,e para enfrentar essa barra a mamis chama duas amigas de juventude( Julie Walters e Christine Baranski) que com ela formavam um trio chamado Donna and the Dynamos.
A história se baseia no fato de Sophie não saber quem é eu pai, nas vésperas do casório encontra a agenda da sua mãe com os três possíveis papais.
Detalhe: a moça está muitísimo bem servida de pais , imaginem só Pierce Brosnan ( UAU!), Colin Firth ( ai meu Deus!) e Stelan Skarsgård ( uótemo!!).

Em meio ao belo cenário e as inesquecíveis canções, a história é contada de um jeito divertido e leve , criando um ar de "de volta ao passado".
O filme tem cara de trilha sonora da vida sabe, há músicas que se encaixam perfeitamente em cada momento , alegria, tristeza, amigos, amores e por aí vai.
Nem preciso dizer que é impagável ver esse time de estrelas completamente cômicos, cantando, dançando, fazendo caras e bocas e usando umas roupinhas .... meu amigo rs rs rs rs.
O filme já faturou mais da metade de seu orçamento no fim de semana de estréia e ver uma atriz do calibre de Meryl Streep habituada à papéis densos , pulanda feito criança em cima da cama, não tem preço!

Quando eu fui ver , o cinema inteiro cantava ( é inevitável) e só dava pézinhos se movendo embaixo do banco. Não deveria mas PRECISO comentar o momento Pierce Brosnan de camisa aberta cantando na chuva!! O que é aquilo??? Engraçado foi que estávamos eu e minha amiga Vanessa vendo o filme, nesse momento crucial de nossas vidas eu e ela ficamos boquiabertas e para interromper esse nosso surto só mesmo o barulho dos M&M´s rolando pelo chão ( sim no desespero característico de duas loucas, derrubamos metade de um pacote master desse docinho). Por aí vocês podem ter uma base do efeito dessa cena em nós.

Estudos comprovam: ABBA rejuvenesce sim! Vocês vão ver, a minha amiga Meryl que já chegou aos 6.0 ( e põe pontinhos nisso) parecendo ter 20 aninhos!!

Destaque para as amigas de Donna, hilárias!

Enfim , filme pra ver com as amigas ( diversão garantida) com os amigos, namorados, casos ...indicado para qualquer situação!

E mamma mia, here I go again!!

beijos

22 de setembro de 2008

O destino pode ser fabuloso!



Olá pessoal. Após uma temporadinha sem post, olha eu aqui.
Pois bem, os motivos deste post são bem justos:
1º vou falar sobre o “Fabulo Destino de Amélie Poulain”
2º escolhi esse filme para homenagear minha amiga Leila, que completou algumas primaveras ontem.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, 2001, França), está na minha lista TOP 5, sem dúvida nenhuma. A fábula conta com a excelente atuação da bela Audrey Tautou, que interpreta Amélie, uma jovem com vinte e poucos anos, que mora em um antigo apartamento em Paris e trabalha em um café. Amélie teve uma infância conturbada, sua mãe faleceu, seu pai era um médico extremamente frio e ela viveu bastante isolada.

Em um certo dia Amélie descobre por acaso uma caixinha antiga com pertences pessoais no azulejo da parede do seu banheiro, e resolve procurar pelo dono da relíquia. Após incessante busca ela consegue devolver o pertence ao antigo dono, que fica emocionado com o objeto. Neste momento o filme tem início, pois é a partir desta situação que Amélie passa a “aprontar” e apreciar ainda mais os pequenos prazeres da vida, ajudando pessoas, indiretamente.

Com gestos bonitinhos e misteriosos (atenção para a cena da capa do Zorro) a pessoa que ela mais beneficia é ela. Amelie não tem um amor, e suas relações foram frustrantes, eis que alguém especial aparece, mas ela nem ao menos sabe se essa pessoa é realmente especial, porém acredita muito nisso. É aí que entra a minha homenagem a Leila, que também é uma pessoa que acredita no amor a moda antiga, que tem um bom coração e talvez ajude indiretamente muitas pessoas, com suas histórias engraçadas e seu jeitinho meigo (vide joinha, *rs).

A trama é muito bem contada e as cenas vão ganhando sentindo com o decorrer do filme. Elementos surreais também aparecem, como um abajur em forma de porco que conversa com a protagonista. As armações que ela faz chegam a ser infantis, mas no final sempre acabam bem e você tem a sensação de que pode fazer algo pelo bem do próximo, nem que seja um abraço em um desconhecido. O que contribui para toda essa “aura” bonitinha é a bela fotografia, trilha sonora, e cores. Sim, eu disse cores, pois o filme trabalha muito com verde, vermelho e toque de azul, fique atento (a), no making off do DVD tem explicação sobre o assunto.

Dirigido por Jean-Pierre Jeunet, que também produziu Alien - A Ressurreição (dá pra acreditar?), Amelie agrada todos os que têm um bom coração, acreditam em sonhos e não desistem de viver pequenos prazeres diários, mesmo que seja comer torrada com nutella assistindo algo inútil na tv (puts, acabei de revelar um dos meus pequenos prazeres)

Beijos,
Bruna

3 de setembro de 2008

Cold Mountain


Segundas chances...

Será que as merecemos ou não importa o que façamos, sempre as teremos?

Pois é, o filme Cold Mountain (Cold Mountain, EUA/ Romênia, 2003) me fez pensar nisso.
É claro que o filme aborda diversos assuntos, romance, guerra, amizade, enfim, um infinidade de coisas que estão presentes em nossas vidas, mas o assunto hoje é mesmo sobre a tal segunda chance.

O filme acompanha a história de Ada (Nicole Kidman) , filha de um pastor que vai para a vila de Cold Mountain dirigir uma congregação. Ada é linda ( claro né) moça da cidade, habituada aos luxos etc. Quando chega à vila rapidamente desperta a curiosidade de todos. A mulher é a personificação da beleza e delicadeza. Numa dessas conhece um rapaz chamado Inman (Jude Law), simples, operário que mais tarde é convocado para a guerra. A atração entre os dois é instantânea e forte mas por conta das regras sociais, o sempre presente " ai, o que vão pensar de mim?" e mais um monte de baboseiras eles resistem aos apelos do coração e demoram décadas pra assumirem pra si mesmos que se adoram. Enfim, o moço vai pra guerra e o filme vai narrando diversas etapas dessa história, de um lado a jornada do soldado de volta à terra e aos braços da mulher amada, do outro a moça que fica por lá e tem que aprender a se virar,afinal a guerra muda tudo e nada mais é fácil, não importa se você é a Nicole Kidman ou a Leila.

Vamos então a primeira parte das "segundas chances" . Parei pra pensar , imaginei quantas vezes a Ada se arrependeu por ter demorado tanto pra abraçar o Inman e dizer que o amava. Na certa muitas vezes já que quando resolveram fazer isso já era tarde, logo depois ele foi pro front. Quantas vezes ela não desejou mandar as convenções sociais às favas, deixar de se importar com os outros e viver a vida dela?
Nesse meio tempo, chega à vila uma moça chamada Ruby (Renée Zellweger) , que é o oposto da Ada e por isso a sintonia entre as duas é perfeita. Sozinhas na fazenda, se tornam amigas e enquanto Ada espera por Inman, Ruby espera uma segunda chance, da vida. Explico: cresceu sozinha, foi abandonada pelo pai centenas de vezes e aprendeu a se virar, a marca dela é esse rancor que carrega do pai.

Num momento "X" do filme elas têm uma á outra apenas, sem grande amor, sem pai, sem perspectivas, sem sonhos, sem dinheiro enfim.. falta tudo , menos a força que elas dão uma pra outra.

Eu ainda não formei uma opinião sobre a tal segunda chance, só sei que tenho pensado muito nisso depois desse filme e de certos acontecimentos.
A Ada teve sua segunda chance com o Inman ( não adianta reclamar, é filme gente), ele volta e recupera o tempo perdido. A Ruby descobre que seu pai também merece uma segunda chance, e a vida resolve agraciar ( ou o diretor quem sabe né) a nossa Ruby com uma segunda chance também.

Afinal, recebemos por merecer, conquistamos uma segunda chance ou já estamos fadados a recebê-la não importa o que aconteça?

Recentemente perdi uma amiga, de forma trágica. Foram sonhos interrompidos, convites que ficaram sem resposta, projetos e chances desperdiçadas. Daí você faz uma lista de tudo o que deixou de fazer por medo, vergonha, receio, falta de tempo, preguiça e mais milhões de fatores. E se eu não tiver uma segunda chance??? E se quando resolver agir for tarde demais? E se a segunda chance estiver na minha cara e eu não agarrar por falta de coragem? terei uma terceira, quarta , quinta e etc.?

Vamos reavaliar gente, o problema é que pensamos nisso só nas horas de desespero, quando algo acontece, quando sentimos medo de não conseguir. Daqui uma semana o pensamento se dissipou e lá estamos nós, fazendo tudo errado novamente.

Minha amiga Thaís Torres não vai ter uma segunda chance. Seus amigos não terão outra chance de dizer que a amam, de abraçá-la , de rir com ela e fazer mais um monte de coisas. Você está lendo isso agora, você está aqui, as chances estão a todo momento trompando em você, abra os olhos!

Não deixe o Inman ir pra longe pra depois sentir falta dele, a hora é agora!

O filme é sensacional, fotografia linda, atuações tocantes e história sensível. Vale a pena ver.

Você decide então se vale ou não a pena aproveitar as segundas chances.

beijo